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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Setembro amarelo - artigo escrito por Iran França
Setembro Amarelo é uma campanha nacional de prevenção ao Suicídio que acontece desde 2015. Este mês foi escolhido porque o dia 10 de Setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.
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O intuito da campanha é promover eventos que ajudem a alertar a população sobre a importância do tema e maneiras de contribuir para sua prevenção.
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O Suicídio, no Brasil, é considerado um problema de saúde pública, tendo uma taxa de óbito superior que a AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Estima-se que 32 brasileiros tiram suas vidas por dia.
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Esse número é maior entre jovens (15 a 29 anos) e idosos (após 60).
No Brasil, é a quarta causa de morte entre 15 e 29 anos, e no mundo a segunda, atrás da violência. Esses são números da Organização Mundial de Saúde(OMS).
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Espera-se que, com mais campanhas a favor da prevenção, esses índices diminuam, já que a maioria das doenças psicológicas são reversíveis.
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Se perceber alguém próximo de você, com comportamentos diferentes do seu padrão, se perceber que essa pessoa está se sentindo sozinha ou encontra-se em um ar de depressão, tristeza ou mal estar constante ou evolutivo, comunique à família, interaja com ela e faça o que estiver em seu alcance para tentar compreender a situação.
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E se por ventura essa pessoa for você, tome logo uma atitude para melhorar esse quadro, a começar se abrindo com quem você sente segurança de conversar ou para qualquer pessoa, até pelo 188, sempre haverá alguém disposto para ajudar.
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Nunca é tarde para resolver qualquer situação. Nenhum problema no mundo é maior e mais importante que nossas vidas! Se cuide e vamos nos cuidar!
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#SetembroAmarelo #SPIF
Escola Yolanda de destaca
A escola estadual “Yolanda Jovino Vaz, a mais antiga e tradicional de Arcos, com 80 anos de existência, tem se destacado nos últimos anos com o melhor resultado nas provas externas.
Há vários programas avaliadores que servem para medir o ensino, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que avalia o ensino médio e seleciona para a faculdade, e existe o PROEB(Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica) que avalia a qualidade de ensino das escolas públicas, em relação ao ensino fundamental.
No PROEB, a Escola Yolanda Jovino Vaz apresentou os melhores resultados em Língua Portuguesa e Matemática em comparação às escolas públicas de Minas Gerais nos anos de 2015 e 2017.
Isso comprova a excelência do ensino dessa instituição e a importância de preservar a escola Yolanda, que deve ser considerada um patrimônio do município de Arcos.
Parabéns para todos: diretor Hélio Borges, vice-diretora Jaqueline Pimentel, coordenação e professores pelo trabalho! E todos devem saber que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, Nelson Mandela. E é a partir dessa premissa que a escola vem a cada dia.
Tudo virou cinzas
É comum todos ficarem chocados quando uma tragédia acontece como o ocorrido no dia 2 de setembro, com o incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. No entanto a indignação não resolve o problema, e o lamento das autoridades não resgata a história perdida. Então é preciso combater o desmazelo para com a cultura e a história do país, caso contrário tudo terminará em cinzas.
De início, vale lembrar que o fogo queimou partes da instituição que completou, em 2018, 200 anos e já foi residência de um rei e dois imperadores. Além disso, o palácio continha um extenso acervo, com cerca de 20 milhões de itens, que foram totalmente destruídos. Entre as perdas há fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte. Tudo virou cinzas.
Nesse sentido, pode-se afirmar que boa parte da história do Brasil foi destruída, em poucas horas tudo se extinguiu. Além da parte histórica, perdeu-se trabalho, pesquisa, tempo e dinheiro. Lamentavelmente, essa é uma tragédia prevista, sim. O que pode acontecer com uma casa centenária sem reformas? No Rio de Janeiro existem milhares de imóveis assim, antigos, com fiação elétrica arcaica, mausoléus aos pedaços, com risco iminente de desabamento ou de incêndio.
Cabe salientar que a memória do brasileiro é muito curta e se esquece rápido dos fatos, permitindo que casos semelhantes a esse torna-se a repetir. Em 2015, todos se sensibilizaram com o incêndio no Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo. O fogo tomou conta de boa parte do museu e as chamas eram muito altas, tomando conta da Estação da Luz do Metrô. Depois disso, nada foi feito para impedir novas perdas.
Portanto, para evitar tragédias como essa, é preciso que haja políticas públicas para a criação de projetos de preservação dos centros históricos, dos museus, de imóveis antigos que carregam a história dos municípios, dos estados e de todo o país, a fim de conservar os seus registros. Um país que não preserva a sua história demonstra sua ignorância, desmazelo e desprezo para com as lutas e as conquistas do seu povo.
sábado, 1 de setembro de 2018
Sinal de desencanto nas eleições
As
últimas eleições têm apontado alguns indicadores bem visíveis do desencanto do
eleitor brasileiro. Estes são: abstenção, quando o cidadão deixa de comparecer
no dia da eleição; voto nulo e branco, quando se decide não votar em ninguém; e
títulos de eleitores jovens (16 e 17 anos, cujo voto é facultativo) deixam de
fazer seus títulos. Essas situações apontam a desilusão com a política, mas é
preciso rever o que pode ser feito para que esse "marasmo" não
prejudique ainda mais o país, principalmente, as futuras gerações.
Cabe lembrar,
primeiramente, que em cada época da história da humanidade, as regras
eleitorais são moldadas de acordo com a sociedade. Na Grécia antiga, apenas os
homens que atingiam a maioridade e que possuíam poder aquisitivo tinham o direito
de votar. Sendo assim, mulheres e escravos estavam excluídos da vida política.
No Brasil, na República Oligárquica, o poder centrava nas mãos de poucos, como
os proprietários de terras, que usavam o voto de cabresto e influenciavam os
indivíduos menos favorecidos a votarem em seus respectivos governantes.
Consequentemente predominava-se a ideologia da elite sobre o sistema eleitoral,
aumentando a desigualdade social. Além disso, as mulheres puderam participar do
processo eleitoral apenas em 1932.
No século XXI,
quando todos acima de 18 anos podem votar, percebe-se a negligência da
população brasileira em participar efetivamente da vida política, a maioria vê
esse processo como obrigação e não como dever e direito garantido pela
Constituição Federal. Nesse ínterim, é preciso analisar o contexto atual para
que propostas amenizem esse impasse e sejam discutidas visando ao benefício do
país. No entanto não se deve menosprezar o desencantamento do povo, causado por
diversas razões.
Segundo o jornal
Estadão, em 2016, houve quase 18% de abstenções. O maior número de toda a
história brasileira. Isso deve ser bem analisado para se evitar novos números
recordes. Além do mais, a falta de informação contribui para o mal
funcionamento das eleições, prejudicando o exercício da cidadania. É por meio
do voto que se escolhe os representantes do povo. A omissão desse ato prejudica
a situação do país e das futuras gerações. Se os indivíduos continuarem não
participando, o futuro será pior.
Infere-se,
portanto, que o voto é um direito e significa o poder do povo e é fundamental
para a concretização da democracia. É preciso analisar bem os candidatos e suas
propostas para fazer a escolha certa. Para tanto, a mídia precisa investir na
conscientização da importância da participação efetiva do povo, incentivando o
voto, apresentando debates e pesquisas reais, sem maquiagem. Por conseguinte,
todos precisam exercer a sua cidadania para promover a mudança desejada e,
segundo o filósofo chinês Confúcio: "não corrigir nossas falhas é o mesmo
que cometer novos erros." Assim, mesmo desencantados, não podemos
simplesmente nos omitir, lavando as mãos como Pilatos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Boatos à vista
É ano eleitoral e com
ele o que mais aparece é notícia falsa, que é usada quando se pretende denegrir
a imagem de algum candidato ou partido político. Os boatos falsos, conhecidos
como “fake news”, circulam livremente nas redes sociais que se tornam um terreno
fecundo para isso. Assim, a especulação se espalha rapidamente com a ajuda da
internet. No entanto, é necessário lidar com essa infeliz realidade, a fim de
evitar seus impactos negativos no resultado eleitoral.
De início, cabe destacar que as
notícias falsas sempre existiram e vão continuar existindo. A mentira, a
calúnia, a difamação e a criatividade destrutiva fazem parte do universo
eleitoral, infelizmente. A fome de poder instiga as pessoas a criarem boatos
com a intenção de rebaixar o outro e confundir o eleitor, e isso é péssimo para
o país.
Porém, quando não se prova que um fato
tenha ocorrido, não é tão difícil descobrir a veracidade das informações. Então
se não há provas, significa que pode ser uma falsa notícia. Existem casos de
pessoas acusadas injustamente pelas “fakes “, que tiveram suas vidas
transformadas drasticamente. No caso da eleição, um candidato honesto pode
sofrer consequências irreversíveis.
É relevante perceber, também,
que os boatos trazem seríssimos impactos até a constatação da farsa.
Normalmente demoram a descobrir a falsidade e quando isso acontece, ela já teve
uma dimensão imensurável. Em questão de minutos, milhares de compartilhamentos,
emissão de opiniões equivocadas e pré- julgamentos já foram feitos. O resultado
dessas atitudes não se remedeia, no caso das eleições, o país todo perde, já
que não se sabe em quem confiar.
Ainda bem que criaram
ferramentas eficazes para desmascarar os boatos. O Google criou um selo de
checagem de fatos que se chama Google Notícias e ajuda a identificar
reportagens verdadeiras e para este ano eleitoral, um projeto do Grupo
Bandeirantes reúne jornalistas de 24 diferentes empresas de mídia brasileiras
para combater esse empecilho e já passou a peneira em um candidato a
presidente, em um debate nacional, em que acusava seus concorrentes de criação
de organizações criminosas e ceitas.
Cabe ao eleitor tomar cuidado
para não cair nos boatos da internet para fazer a escolha certa. É preciso
checar as fontes, verificar se é uma página oficial, também tem o Portal da
transparência, onde é possível verificar dados; além disso, existe a Lei da
Ficha Limpa, a qual permite investigar a vida política do candidato. Precisa-se
de bom senso, ler o texto na íntegra e denunciar os abusos. Na dúvida, não se
deve compartilhar notícias que podem, num instante, destruir a imagem e até a
vida de um candidato. Só assim, consegue-se romper o círculo antiético das
falsas notícias.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Igualdade já
A desigualdade entre gêneros é um debate que não se esgota e a tendência é se esquentar dia após dia. Essa discriminação entre homens e mulheres é mais perceptível no mercado de trabalho, especialmente na diferença salarial. Além dessa discrepância, as divergências se alastram no plano político, em que a mulher tem de lutar muito para ser respeitada.
Primeiramente, vivemos em uma sociedade machista e patriarcal, além de ter um sistema econômico que não confia no grande potencial das mulheres. Mas essa realidade está mudando.
De acordo com dados divulgados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), (2018), a desigualdade de gêneros no mercado de trabalho ficou paralisada, ou seja, 48,5% das mulheres estão inseridas no trabalho em todo o mundo e 75% entre os homens. A diferença entre eles é a mesma dos últimos anos.
Porém, entre os gêneros, a divergência salarial e a discriminação com certos cargos são evidentes, haja vista a participação feminina na política que enfrenta muitos desafios a cada dia. Isso está, aos poucos, sendo combatido, uma vez que o número de mulheres nesse segmento tem crescido a cada processo eleitoral.
Apesar disso, a mulher está em constante luta e não foge aos compromissos que, por sinal, são incontáveis. Hoje, a maioria das mulheres têm jornada triplicada: trabalha fora, cuida casa e da família, estuda, e sobra tempo para cuidar de si.
É preciso combater o preconceito que ainda persiste em nossa sociedade e respeitar os direitos humanos e de todos, não só a favor das mulheres, mas de todo cidadão. A igualdade de direitos precisa se efetivar na prática, já que a lei prevê a igualdade em seu artigo 5º da Carta Magna.

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