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sexta-feira, 1 de maio de 2020
E daí? Que tal governar?
O Brasil e o mundo todo está perplexo diante das falas de desprezo e das manifestações abomináveis do principal líder político de uma nação, o senhor Presidente da República, diante de um grave problema mundial que é a pandemia, causada pela Covid-19. “Ah, mas ele é simples, só fala a verdade”, comentários como este só demonstra total falta de empatia e de uma extrema ignorância, insensibilidade e insensatez ao tentar justificar o que não tem justificativa. Falar a verdade e ser simples com as palavras não é sinônimo de franqueza fraterna, altruísmo e sensibilidade.
Em primeiro momento, vale relembrar quais são as principais atribuições de um presidente da república: além das funções descritas na Constituição, o Presidente da República carrega uma relevância simbólica de grande importância, uma vez que é o líder máximo do Estado brasileiro, eleito diretamente pelo povo. Ele não é só um despachante, é a representação de um projeto de país, suas decisões são crucialmente analisadas, criticadas e até seguidas o tempo todo. Ele representa e é, simultaneamente, a cara do país no exterior, os estrangeiros conhecem o Brasil por meio de ações e discursos do presidente da República. A presidência é o cargo político mais importante do país, por essas razões, ELE deve ser exemplo para seu povo e o primeiro a manifestar sua responsabilidade e compromisso para proteger o povo brasileiro.
E daí? O que um presidente da república pode fazer para combater essa pandemia e evitar que milhares de vidas sejam perdidas? Um milagre? Não Senhor Presidente! Primeiro é saber que foi eleito para governar o país e PARA TODOS, combater esse mal que assola a nação é uma das suas atribuições. O brasileiro não precisa de milagre presidencial, precisa sim que o presidente aja: construir hospitais e leitos de UTI, comprar respiradores e EPIs, valorizar os trabalhadores da saúde, pagar o auxílio emergencial, manter os empregos e ajudar as empresas. Isso não é milagre, isso é ação.
Milagres existem, sim, e estão ocorrendo todos os dias na vida de milhões de brasileiros que precisam abastecer seus armários vazios e, principalmente, abastecer seus corações de fé e esperança de que tudo isso vai passar, mesmo não tendo um líder à altura do cargo que ocupa para defendê-los. Agir e parar de falar asneiras é um ótimo começo para combater essa pandemia, que já atingiu a terrível marca de mais de 5.000 mortos, não são só números, são pessoas que deixaram suas famílias “sem chão”. Agora só não esperamos sensibilidade e empatia porque isso é pedir demais para quem já demonstrou não ter nem um pouco desses sentimentos tão nobres e urgentes nessa nova conjuntura. E daí? Que tal governar?
domingo, 26 de abril de 2020
Lições dessa pandemia: parte II
Pode-se afirmar, com contundência, que a pandemia do coronavírus, Covid-19, é um grande desafio mundial e tem gerado muitas reações no campo econômico, político, religioso, social e individual. Tais reações trazem consequências e resultados diversos, no entanto é preciso destacar as lições positivas que essa pandemia pode trazer, ainda que isso pareça impossível.
Em primeira análise, destacam-se as questões econômicas. Estas se mostraram enfraquecidas, uma vez que evidenciaram que indústrias, empresas e comércios, com poucas exceções, apresentam dificuldades imensuráveis para enfrentar a crise, ou seja, não têm capital de giro, não conseguem manter os empregos, mesmo sabendo que é uma situação transitória.
Consequentemente, essas fragilidades se tornam evidentes à medida que engrossam o índice de desemprego, a falta de planejamento estratégico e, sobretudo, a falta de ações sólidas que preveem crises como a da pandemia. Isso significa a ausência de projeções e de previsibilidade, além de impactar vertiginosamente o poder econômico e aumentar o índice de pobreza do país.
Vale ressaltar que cada organização, para sobreviver, não depende exclusivamente de suas próprias decisões e financiamento, isto é, precisa de ações externas dos governos-municipal, estadual, federal- de apoio financeiro, técnico, profissionalizante e, impreterivelmente, da diminuição urgente dos impostos no Brasil.
E que lições se podem aprender com essa crise pandêmica? Há muitas, mas podemos destacar algumas: não há economia forte sem investimento financeiro, sem políticas públicas de apoio às indústrias, empresas e comércio. Não há riqueza num país que não investe em ciência, pesquisa, tecnologia, educação e, principalmente, na capacitação e valorização do homem; por mais que se invistam em máquinas, a peça propulsora de tudo isso ainda é o trabalhador. Não há empresa que se mantenha de pé sem seus funcionários, sem apoio dos bancos, sem atitude governamental, sem sustentabilidade, sem visão de futuro e sem fraternidade. As empresas, indústrias e comércio brasileiros pedem socorro.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
As lições dessa pandemia- parte I
Um dos maiores desafios que o século XXI apresenta para o mundo é a pandemia, provocada pelo novo coronavírus, Covid-19. Grandes propostas de enfrentamento estão sendo feitas para o seu combate em escala mundial. O Brasil, no entanto, vinha atuando bravamente e, por diversos interesses capitalistas, corre-se o risco de perder tudo o que foi feito até o momento. E o que se pode aprender com tudo isso?
Inicialmente, para se obter o sucesso esperado nesse combate, é necessário que haja uma administração pública uniforme, com uma parceria entre os poderes- Legislativo, Executivo e Judiciário- para alcançar resultados positivos, a fim de conter o contágio e poupar vidas.
Entretanto a ciência tem sido ignorada e, muitas vezes, tem seu valor reconhecido somente no instante de histeria e de extrema necessidade, especialmente quando as grandes potências mundiais se veem derrotadas por um inimigo invisível. É preciso investir no conhecimento científico incessantemente e nas universidades federais para que o progresso da ciência contribua com a humanidade.
Outro fator muito importante é que diversas pesquisas científicas realizadas em várias partes do mundo são menosprezadas por líderes políticos em detrimento do desenvolvimento econômico desenfreado. Quantas pesquisas, há anos, vêm mostrando a degradação ambiental, o acelerado aquecimento global, o crescimento vertiginoso da desigualdade social, o confinamento de animais, a extinção de milhares de espécies e diversas outras catástrofes antrópicas e quase nada tem sido feito para reverter essa situação calamitosa. Esse cenário ignorado é a base para novas doenças e pandemias.
Portanto é preciso aprender inúmeras lições com essa pandemia, que tem trazido à tona todas as fragilidades humanas; tudo está interligado, um espirro lá na China não tem fronteira, respinga em todo o mundo. A Terra é uma só. Ou cuidamos dela agora, ou estaremos acelerando a nossa extinção. É chegada a hora de pensarmos de forma fraternal, coletiva e humanizada; ao contrário, é ignorância, crueldade e egoísmo.
sexta-feira, 20 de março de 2020
Fique em casa!
Fique em casa!
O mundo todo enfrenta uma pandemia sem precedentes, o novo coronavírus Covid-19. Sem dúvida, medidas de enfrentamento estão acontecendo mundialmente e se tornaram extremamente necessárias para conter o contágio e preservar a vida.
Com início na China, o vírus se espalhou rapidamente, atingiu a Europa, África e chegou às Américas. Os números do alastramento do coronavírus são assustadores e têm provocado pânico na sociedade: medo da doença, do dilaceramento econômico e do desemprego. Esse medo é compreensível, mas o pior de tudo é ignorar as ações fundamentais para conter essa pandemia.
O momento é de quarentena, é de ficar em casa em isolamento social; quanto menos contato social houver, maiores são as chances de cortar esse mal, evitando a enfermidade. E para que isso aconteça, ações coletivas devem ser adotadas sim. Essa história de :”se eu me contaminar o problema é meu” é de uma irresponsabilidade que deve ser punida severamente. Todos, todos sem exceção, agora, devem se cuidar e cuidar do outro. Como? Isolando-se em casa. Fique em casa! Também adotar hábitos comuns como lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel são imprescindíveis.
É preciso evitar o pânico, no entanto não tem como evitar a perplexidade diante dos números. A Itália teve seu primeiro caso no dia 30 de janeiro, no 23º dia já contava 155 casos e três mortes, e hoje passou de 41 mil casos e mais de 3.400 mortes. Enquanto isso, no Brasil, o primeiro caso ocorreu no dia 26 de fevereiro, hoje (20 de março) há 621 casos e 7 mortes. Comparando a Itália ao Brasil, imagine quantos casos e mortes poderemos ter quando chegarmos ao 49º dia?
Hoje, mundo todo, são de 242 mil casos confirmados, mais de 9800 mortes e mais de 84 mil de curados. Os Estados Unidos acabaram de anunciar medidas de ajuda aos estadunidenses,adiando a cobrança de todos os impostos para julho, além de liberação de ajuda financeira e crédito para todos. O governo francês também divulgou diversas ações para minimizar os impactos dessa pandemia para os seus. Além de medidas concretas, esses governantes conclamaram toda a sociedade para se unirem contra essa pandemia, adotando o isolamento social, extremamente necessário para cortar a disseminação do vírus da Covid-19. Os governantes, todos eles, sem exceção, devem cuidar do seu povo, tanto no enfrentamento da pandemia quanto na ajuda econômica dos seus cidadãos.
Portanto cabe a cada um de nós participar dessa luta e ficar em casa, agora, isso nunca foi tão importante. A cena mostrada pelas mídias de dezenas de caminhões militares transportando os corpos das vítimas do vírus na Itália parecia uma cena de guerra. Não queremos ver isso aqui no Brasil. Então fique em casa!
quarta-feira, 11 de março de 2020
Por que estamos em greve?
O atual governo de Minas Gerais é contra o nosso Estado, contra o desenvolvimento e, principalmente, é contra os mineiros. O governador não cumpre as leis e está sucateando a educação de Minas. O que está acontecendo no setor é um retrocesso, despreparo e descaso com a educação. E por que estamos em greve? Veja alguns motivos:
O governo dificultou o processo de matrículas dos alunos. Ainda hoje há estudantes sem escola. Familiares vivem um dilema, porque não encontram vagas. Isso é inadmissível. Ter acesso à educação é um direito fundamental, garantido pela Constituição Federal. Além disso, obrigou milhares de estudantes a estudarem longe de suas casas, contrariando o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Também fechou turmas e escolas.
Um outro fator seríssimo é o assédio moral que os educadores vêm sofrendo em diversos sentidos: diário eletrônico que não funciona, excesso de trabalho e burocracia.
Hoje, muitos professores, aposentados e pensionistas não receberam seu 13º salário. O Estado ainda não pagou o piso salarial, que é lei federal; quer congelar os salários dos servidores da educação por seis anos, paga com atraso e parcela o pagamento.
É perceptível como esse governo tem tratado o professor com desprezo por meio das designações totalmente desorganizadas, fizeram as remoções com datas aleatórias, dificultando a vida do professor, da escola e dos alunos.
Romeu Zema está, claramente, privatizando Minas Gerais e, para ele, a educação não vai ficar de fora. Ele tem entregado nosso estado nas mãos de empresários ricos. A promessa foi grande, mas professor não deve ser pago com um carnê dividido em 10 parcelas!!!
Se o professor não parar agora, a educação de Minas vai definhar. Essa luta não é só dos educadores, mas de toda a sociedade, que é formada pelas mãos do professor.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
De volta às trevas: jamais!
O Brasil está vivenciando um momento preocupante: um iminente retorno às trevas. Querem calar a boca da imprensa, a censura jornalística e acabar com a liberdade e a democracia. Essa tentativa de golpe é um retrocesso e inadmissível. Todos devem lutar para que a censura não seja restaurada, porque a liberdade é um direito, garantido pela Constituição Federal e pela Declaração dos Direitos Humanos.
De início, vale ressaltar que em vários períodos da história, a imprensa sofreu sérios danos com a censura e quem paga a conta é o cidadão. Todo indivíduo tem o direito e o dever de saber as notícias, principalmente, de acompanhar as atividades governamentais, das menores às mais impactantes e significativas. Não existe democracia com silêncio e omissão.
De acordo com os dados do Relatório da Violência contra Jornalistas e liberdade de imprensa – 2019, realizado pela FENAJ-Federação Nacional dos Jornalistas- o número de casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas chegou a um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior. “Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos (58,17% do total) de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas, totalizando 121 ocorrências.”
Sobre os dados divulgados no relatório, 60% dos atos violentos foram feitos pelo presidente da República, pois este não respeita ninguém, não respeita profissionais de diversas áreas, principalmente jornalistas. Para o presidente, “imprensa boa é aquela que está de acordo com o meu governo.”
O que o presidente não entende é que a falta da liberdade de expressão é uma forma violenta de calar o povo e esconder os problemas do seu país como desemprego, corrupção, pobreza, desmatamento, violência e muitos outros.
Portanto não se deve fechar os olhos para essa situação. A maior autoridade do país, o presidente, que tem o poder em suas mãos e um microfone na sua boca, deve usar os meios que detém com respeito ao povo brasileiro, usar o poder que tem para unir, falar a verdade, respeitar as pessoas, dar exemplo de cidadania e civilidade. É o mínimo que se espera de um presidente que deve respeitar o povo brasileiro e a imprensa de seu país.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
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