segunda-feira, 1 de abril de 2019

Redação Enem 2018





 Produzida pela aluna Yasmin A. Oliveira, 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Águia de Prata


  
Tema: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet




          Historicamente, com a Terceira Revolução Industrial, houve o avanço da tecnologia e ciência possibilitando o desenvolvimento humano e a busca pelo conhecimento. Posteriormente, a criação da internet ocasionou o surgimento de novos paradigmas impulsionando a modificação de outros já existentes no contexto da comunicação e informação. Dessa forma, a Era do Algoritmo, vivenciada no século XXI, trouxe um novo desafio aos indivíduos, visto que, a internet influencia as escolhas desses possibilitando assim, a ilusão da liberdade. Nesse ínterim, urge analisar o contexto para que propostas amenizem o impasse e sejam discutidas visando ao benefício da coletividade.
          A transferência de dados na internet são feitas pelas empresas situadas no Oriente Médio e sul da Ásia, que apresentam a função de controlar as informações a partir do comportamento dos indivíduos. O algoritmo atua como agente imprescindível nas tomadas de tais decisões, com o objetivo de despertar no indivíduo o “fetiche” ao universo cultural criado pelo algoritmo. Dessa forma, segundo o filósofo e sociólogo Karl Marx, o “fetiche” seria o desejo e persuasão juntamente com a alienação, de modo que, as informações na internet podem mudar a maneira dos indivíduos de pensarem e agirem de forma crítica e autônoma.
          Em segundo plano, dados do IBGE comprovam que 65,5% são mulheres que utilizam a internet e 63,8% são homens. De acordo com Karl Marx, a ideologia é uma manipulação feita pela classe dominante que detém o conhecimento para modificar o pensamento de demais grupos e, consequentemente, contribuindo para a ilusão de que os indivíduos tem do controle de dados virtuais. Se a manipulação do comportamento dos usuários continuar, o futuro será funesto, a menos que propostas sejam discutidas e consideradas.
          Infere-se, portanto, que a Era do Algoritmo influencia na escolha e no modo de vida dos indivíduos. Assim, é preciso que haja uma parceria entre o Governo Federal e o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, almejando uma maior fiscalização das notícias controladas pelos algoritmos, de forma a evitar que a informações sejam ocultadas, desconstruindo a ideia de manipulação do comportamento dos indivíduos, para que assim, haja maior estímulo por parte dos indivíduos em não permitirem que a internet influencie todas as escolhas, exercendo pensamentos críticos e visando enfim, os pressupostos da Carta Magna sobre a Dignidade da pessoa humana. Dessa forma, seria possível ver uma mudança significativa e necessária no país. 



 Competência 1.........................................................................160
Competência 2.........................................................................180
Competência 3.........................................................................180
Competência 4.........................................................................200
Competência 5.........................................................................200
Nota: 920

sexta-feira, 22 de março de 2019

Empatia, sentimento escasso


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É lamentável perceber como a sociedade involuiu nos últimos tempos e em diversos sentidos. Hoje, num cenário devastador de violência, em que unir forças dos mais variados setores sociais se torna urgente, veem-se, com maior nitidez nas redes sociais, grupos que disseminam e incentivam a desigualdade, a violência no estilo medieval (olho por olho, dente por dente), declaram que bullying é só uma brincadeira, e muitas manifestações de ódio e discriminação que só aumentam a indiferença e a intolerância. Diante desse cenário desanimador em que nos encontramos, é possível mudar esse contexto?
Primeiramente, é necessário ressaltar as imensuráveis transformações sociais pelas quais a humanidade vem passando. Tais mudanças afetam significativamente uma comunidade, ou seja, tudo se torna diferente: o avanço tecnológico e na medicina, os meios de produção, de mercado e de trabalho, o modelo familiar, as formas de enxergar o mundo e, sobretudo, o reconhecimento dessas modificações.
Nesse ínterim, é preciso constatar que não se vive mais do mesmo modo como viveram antigas gerações, como os pais e avós. Não dá mais para continuar repetindo a mesma frase: “na minha época não era assim”, “no meu tempo as coisas eram diferentes”, “essa é uma geração ‘mimimi’, geração ‘nutela’”. A época é o agora. Esses jargões saudosistas, carregados de estereótipos, preconceito e incompreensão da realidade, demonstram falta de conhecimento das mudanças e, consequentemente, torna o ser humano preconceituoso e insensível ao sentimento alheio, às causas humanitárias, às demandas e necessidades de outrem. Resumindo, sujeitos desse tipo demonstram o tamanho da sua ignorância e do seu preconceito.
Para ilustrar, não precisa ir muito longe, basta acessar as redes sociais e encontrar postagens como “quem era essa tal de Marielle”, “tem que acabar com os direitos humanos”, “na minha época a gente podia xingar todo mundo, chamar de Olívia Palito, bolo fofo”; “se meu filho apanhar na rua e não revidar, ele apanha de novo quando chegar em casa”.
O que está acontecendo com essa sociedade que dissemina pequenas violências sem ter noção das consequências? O mundo mudou e precisa de EMPATIA. Essa geração é diferente e deve ser levada à reflexão e à conscientização, e não discriminada. Precisam é de atenção, oportunidade, estrutura familiar e educação.
Não se conhece e nem se tem condição de conhecer todos os líderes que existem mundo afora, que assumem alguma liderança e lutam pelos direitos daqueles que não têm voz. Se não se conhece, leia, pesquise, conheça, antes de sair condenando e espalhando indiferença e é preciso sim, saber quem mandou matar a vereadora e o seu motorista. Se alguma pessoa não saiu magoado quando sofreu bullying, que maravilha! Pena que nem todo mundo é assim, nem todos reagem da mesma forma e bullying não é brincadeira, é violência sim. Nem todos conheciam Jorge Mario Bergoglio, até ele se tornar o 266º Papa da Igreja Católica e atual Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano, o simpático Papa Francisco. Portanto, para mudar essa realidade, o conhecimento e a empatia são as maiores ferramentas que o ser humano pode ter para enxergar que nenhum tipo de violência vale a pena.


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quinta-feira, 7 de março de 2019

Políticas Públicas na Campanha da Fraternidade 2019


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Em todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB-lança a Campanha da Fraternidade – CF – e em 2019, o tema é: “Fraternidade e Políticas Públicas”, cujo lema é “Serás libertado pelo direito e pela justiça - (Is 1,27)". Desse modo, a campanha, que é uma ação vinda da Igreja católica com cunho ecumênico, tem o objetivo de chamar a atenção de todos os cidadãos para ações e programas que devem garantir os direitos humanos. Para esta causa, a participação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi fundamental, uma vez que a procuradora legitima, segundo a Lei, a reflexão sobre a responsabilidade de cada um, especialmente dos políticos, que devem se libertar do maior mal da categoria: a corrupção.
De início, é importante salientar que há uma necessidade não só no Brasil, mas principalmente nos países emergentes e subdesenvolvidos, a implementação e a implantação de políticas públicas que estimulem e alcancem a igualdade, a liberdade e a condição de vida digna para todo cidadão. O Papa Francisco, o qual tem despertado o carinho e a atenção de muitos povos, não apenas de cristãos, inclusive de ateus, afirmou: “Todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição”. Isso pode significar que todo o ser humano tem condição de viver bem, em abundância, com qualidade de vida, com deveres e direitos protegidos, com equidade e dignidade humana, portanto, para isso, é necessário aplicação de políticas públicas voltadas com esse intuito.
É preciso enfatizar que as Políticas públicas tratam-se de conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas e implementadas pelo Estado direta ou indiretamente. Este conjunto deve contar com a participação de órgãos públicos e/ou privados, e ambos devem visar à seguridade de determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. Dessa forma, as políticas públicas correlacionam-se a direitos assegurados pela Constituição Federal ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.
Neste sentido, com o intuito de melhor entender o objetivo das políticas públicas como escolha do tema da CF, pode-se exemplificar quando uma certa categoria ou um seguimento da sociedade começa a sofrer com as mazelas do poder público ou com o preconceito e exclusão da própria sociedade, é preciso, então, repensar, criar, implementar e implantar diversas ações que objetivem exterminar tal problemática e garantir os direitos humanos, como, por exemplo, a violência que as mulheres vêm sofrendo ao longo de décadas; a desigualdade de gênero; a violência doméstica, entre tantos outros percalços que devem ser banidos para se alcançar a dignidade humana.
Por conseguinte, para que tantos problemas sociais possam ser dissipados, a fim de se alcançar, com plenitude, os Direitos Humanos, por meio de direitos e da justiça, faz-se necessário que os governos, em parceria com toda a sociedade civil e jurídica, além de escolas, universidades, igrejas, ong’s e a sociedade como um todo, façam valer os preceitos da Constituição Federal, da Declaração dos Direitos Humanos e por meio delas garantir a igualdade, a liberdade, a cidadania, e a vida em abundancia de todo e qualquer cidadão revestido da sua dignidade humana. Só assim, pode-se esperar um mundo mais igualitário, sem ódio e mesquinharia.




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domingo, 3 de março de 2019

Uma nova frase

Uma nova frase 

       O último discurso polêmico do atual governo federal causou revolta em muitos brasileiros: todas as escolas devem cantar o hino nacional e falar em alto e bom tom o lema da campanha, além disso devem filmar e postar. O problema não é cantar o Hino Nacional, até por que isso ainda ocorre na maioria das escolas, o impasse está em obrigar, em registrar, em doutrinar. Aliás, até tentão não se desejava a escola sem partido? 
       É importante reafirmar que cantar o Hino Nacional não envergonha ninguém, nem deixar de cantá-lo significa menos amor a sua pátria.  Muitos brasileiros até sabem de cor a letra do hino nacional do Brasil que foi composto por Francisco Manuel da Silva, embora o responsável pelas palavras que são cantadas (poesia) tenha sido o poeta Joaquim Osório Duque Estrada.
             Desse modo, o maior impasse está em se preocupar de mais com o que é simbólico e de menos com o que é  mais importante: melhoria da escolas,  condições dignas de trabalho do professor, merendas escolares de qualidade, melhoria da infraestrutura das escolas de modo a ter o ensino de qualidade para formar a sociedade com cidadãos reflexivos,  que exerceram sua cidadania não por meio do hino nacional, mas sim por atitudes coletivas que contribua para um pais digno. 
          Diante do apresentado, urge não deixar que a supremacia ariana de Hitler seja revivida no Brasil. Assim, o que faz o cidadão ser patriota é ter orgulho de ser brasileiro e de suas origens, sendo necessário que haja uma reeducação por parte dos indivíduos tendo como principais exemplos seus líderes, com atitudes inclusivas, respeitosas para todo e qualquer cidadão. Dessa forma, poderá ser feito uma nova frase baseado no “ame-o ou deixe-o” presente no período ditatorial no Brasil, que se transformaria em “ame-o e respeite” a nação brasileira.




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Troféu Cecília Meireles - Prêmio Mulheres Notáveis

Rosana Cristina Ferreira Silva da cidade de Arcos – MG. . É professora e escritora, formada em Letras, pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura, em Supervisão e Orientação Escolar e Mestre em Educação. É professora da educação básica e do nível superior na cidade de Arcos e em Lagoa da Prata-MG . É colunista de jornais locais e regionais, e tem um blog, onde escreve artigos de opinião, crônicas, poesias e é onde coloca seus eventos literários, entrevistas e homenagens. Publicou mais de 40 trabalhos acadêmicos para cursos de graduação e pós-graduação e artigos científicos para revista. Recebeu menção honrosa por sua pesquisa de mestrado, foi laureada duas vezes pelos projetos do programa de Educação Ambiental Semeando, do SENAR, MG. Recebeu, em 2013, o prêmio de melhor poema pela Academia de Letras, da cidade de Lagoa da Prata–MG. Em 2014, teve seu poema publicado na Antologia “Versos em el aire II”, em Madri, na Espanha e publicou o livro de poemas O voo da poesia, pela Editora All Print.
Com todos esses atributos ela estará dia 04 de maio no Real Campestre Clube em Itabira-MG para receber com muitos méritos o Troféu Cecília Meireles na aguardada noite das Mulheres Notáveis
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Tragédias anunciadas


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O ano de 2019 mal começou e os brasileiros já estão cansados e abalados com tantas catástrofes ocorridas no país: rompimento da barragem em Brumadinho - mais de 300 mortos- incêndio no alojamento do Flamengo, alagamentos, acidentes aéreos, dentre tantos outros. Diante disso, é possível evitar tanta tragédia? É possível prevenir tanto caos e perdas ambientais e humanas?
É possível sim, mas para isso é preciso responsabilidade, compromisso, leis eficientes, fiscalização e punidade. Não tem como não ficar indiferente aos fatos, às famílias que perderam tudo e, principalmente, que perderam seus entes. É preciso dar um basta à mazela de gente que vive dando um jeitinho, que vive fazendo “gambiarra” com o intuito de obter lucros, construindo obras mal feitas, mal planejadas que culminam em catástrofes sem precedentes. E quem perde com isso? Todos, especialmente as vítimas.
Em Brumadinho, o cenário é assustador, ainda há mais de 100 corpos soterrados, milhares de animais morreram, o Rio Paraopeba padece e não tem como ficar alheio a tudo isso. E as mães, pais, amigos que perderam os 10 garotos no incêndio? Foram vidas ceifadas bruscamente que poderiam ser poupadas. Exterminaram os sonhos, os talentos, queimaram as esperanças de famílias que, agora, estão despedaçadas. E como os responsáveis por tantos crimes se sentem ao se depararem com essas cenas desoladoras? Indiferentes, prejudicados devido às perdas financeiras, prejuízo nos negócios, nada mais.
Além disso, devido à ganância, à lucratividade sem ética e ao descompromisso, o homem não aprende com os erros: é inaceitável o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, afinal, não se tirou nenhuma lição da tragédia de Mariana, em 2015? Parece que não. As leis existem, porém não há rígida fiscalização, fazem vista grossa para quase tudo. Enquanto isso, nesse momento, há muitas barragens sem monitoramento, alojamentos inadequados, aeronaves sem vistorias, pontes sem manutenção, escolas, creches, bares entre tantos outros locais sem extintor de incêndio, sem grades de segurança, sem qualquer prevenção. Portanto, enquanto não colocarem a responsabilidade, a ética, o compromisso com a vida em primeiro lugar, veremos mais tragédias previsíveis e evitáveis, infelizmente.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Em educação não se mexe

Em educação não se mexe

        Nos últimos anos, tem aparecido tanto pseudointelectual e políticos querendo dar palpite em tudo sem ao menos saber absolutamente nada, querem mudar lei, mudar o funcionamento de instituições, ditar o modo de trabalho de uma categoria e na educação isso não é diferente. 
         É prefeito, vereador, deputado e tudo quanto é político mexendo onde não deve.      Aliados a essa categoria, estão aqueles formados em áreas educacionais (até com mestrado e doutorado) que nunca entraram numa sala de aula e dão opiniões mirabolantes como se tudo dependesse de um toque de mágica, é como se a solução para todos os problemas aparecesse num estalar de dedos. Não é assim que funciona e isso faz  jus ao adágio popular:”cada macaco no seu galho “.
         É preciso entender que educação não é brincadeira, não é um projeto de construção em que todos dão palpite no tamanho dos cômodos, onde se põe a janela ou a porta. Educação é assunto sério e dela se depende para tudo: da formação dos alunos para a vida; da formação de um país digno; na qualificação profissional; para a garantia de direitos e a observação e cumprimento dos deveres de uma sociedade.  É o modelo de educação de uma nação que dita a cultura, a visão de mundo e o modo de vida de seus habitantes. 
      Outro fator preocupante ocorre quando certos indivíduos, além de não entenderem nada, ainda divulgam informações inverídicas ou inadequadas a fim de “ficar bem na fita” , enquanto isso os impasses seguem. Um exemplo é querer devolver ao município o Ensino Fundamental II que, segundo a lei maior da educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação -LDB, em vigor desde 1996, construída de acordo com a Constituição Federal de 1988,  dita que essa parte da educação é de responsabilidade do Estado. O município tem de cuidar é da educação infantil e do Ensino Fundamental I. Se cuidar dessa parte direito está ótimo.

      Portanto, se faz necessário ter mais responsabilidade ao tratar de assuntos sérios, e a educação deve ser vista com prioridade e não como um evento qualquer. Ceder à pressão popular nem sempre é a melhor opção, pois nem todos têm conhecimento específico das leis e do que é melhor para a educação. Não se pergunta ao filho simplesmente se ele quer tomar uma vacina, se aplica e pronto. Em educação não se mexe, só se for para melhorar.

Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...