sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Chega de violência, chega de feminicídio!

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 Chega de violência, chega de feminicídio!

           Segundo pesquisas, em 2017, foram 4.473 homicídios dolosos contra as mulheres, um aumento de 6,5% em relação a 2016. Tal índice comprova que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, o que o torna um país com altos números de feminicídio ( crime de ódio contra mulheres). Essa situação é insustentável, vergonhosa e medidas devem ser tomadas urgentemente.
       Primeiro, deve-se considerar que a violência contra a mulher é uma realidade mundial e os tipos mais comuns são as agressões físicas, verbais e psicológicas, estupros, assédio sexual e moral, maus tratos e muitos deles terminam no feminicídio. Além disso, a Lei Maria da Penha, que acaba de completar 12 anos, não é capaz de acabar de vez com a violência contra a mulher.
       Há, infelizmente, inúmeros exemplos que chocaram o país nos últimos meses, de mulheres assassinadas, muitas vezes, pelo próprio marido, namorado, companheiro. O mais recente, que ganhou muita repercussão midiática, foi o caso da advogada Tatiane Spitzner.  
          Segundo o Ministério Público, o marido da vítima, Luiz Felipe Manvailer, professor universitário, usava apelidos humilhantes ao se dirigir à esposa e praticava todas as formas de violência familiar e doméstica contra a mulher. Antes de morrer, ela foi humilhada, espancada, sofreu todos os tipos de tortura, golpes, sufocação, com requintes de crueldade, foi jogada do prédio. 
     Isso não se trata de um filme ou novela, foi um crime da vida real, hediondo e muitas mulheres são vítimas desse mesmo roteiro. O pior é que, no caso de Tatiane, todos ouvem, veem as agressões, mas ninguém faz nada, ninguém “mete a colher”.  
           É preciso resolver essa situação antes que mais mulheres percam suas vidas. A impunidade é o caminho para que crimes como esses continuem ocorrendo. O que se espera é que essa violência seja exterminada o quanto antes. Para isso, é preciso que o poder judiciário, juntamente com o governo federal, intensifiquem as leis existentes e pressionem os órgãos competentes para solucionar e aplicar a punição merecida. Precisa -se, também, de mais amor, mais respeito à vida e menos machismo e violência. 
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O Planeta pede socorro



As mudanças climáticas, causadas muitas vezes por ações antrópicas, estão se acentuando de modo célere, afetando o meio ambiente e tudo o que nele existe de forma assustadora. Inevitavelmente, tem-se um calor insuportável e tempo seco em umas regiões; e chuvas e frio fortes noutra. O que se vê é o descuido humano para com sua "casa". Desmatamento e poluição, lixo por todo lado e menosprezo com a água são exemplos de desleixo do cidadão, da sociedade e das lideranças políticas do país. 
O aquecimento global é uma consequência e o Planeta sofre, pois o clima fica instável e catástrofes ambientais ocorrem com maior com frequência. Sabe-se que a ação de fábricas e indústrias, em grande escala, polui. Muitas atividades como a área mineradora é uma grande responsável pelo aquecimento e poluição, mesmo com filtros potentes para minimizar os impactos do pó que é jogado no ar. A fiscalização existe, mas os órgãos de fiscalização são lenientes com grandes indústrias, consequentemente a ação poluidora continua a todo vapor.
Atrelado a isso, o aumento populacional requer maior produção de alimentos a serem produzidos, então precisa-se de áreas gigantescas para a agropecuária, afinal, hoje são mais de 7 bilhões de pessoas no mundo e vale destacar que esse segmento gasta 70% de toda a água consumida. Além disso, com tanta destruição ambiental, de áreas verdes, de mananciais e o avanço da desertificação das cidades acentuam a falta de água, o tempo seco e o calor, além das doenças decorrentes disso tudo. 
Ademais, o problema da escassez de água tem ligação direta com a falta de ações das concessionárias responsáveis por captar, tratar e levar a água ao seu destino. Não há efetivas obras para aproveitar as águas da chuva, preservar as nascentes. Paralelamente, na maioria das cidades, a infraestrutura de saneamento é antiga, cheia de vazamentos, aumentando o desperdício de água. 
Deve-se levar em consideração que a produção e o descarte do lixo representa um impasse para o meio ambiente. Imagine a quantidade de lixo produzido diariamente por mais de 7 bilhões de pessoas? E o lixo resultante de fábricas e indústrias? Só no Brasil são 80 mil toneladas de resíduos descartados diariamente e apenas 40% vão para a reciclagem. A maior parte vai parar em lixões a céu aberto, degradando o meio ambiente e a dignidade humana.
Segundo a filósofa Hannah Arendt: "A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele". Assim, é Enquanto cada cidadão pensar que não é parte integrante do meio em que vive, ele continuará desperdiçando e poluindo. Um papel de bala no chão suja o ambiente, uma sacolinha plástica jogada de qualquer maneira e em qualquer lugar pode parar nos rios e mares, matando animais inocentes. Uma gota de água conta, portanto é preciso preservar essa preciosidade e é responsabilidade de todos. Enquanto isso não acontecer, o meio ambiente sofrerá consequências irreversíveis e quem paga a conta é a população, principalmente a mais pobre.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Sobrevivência em tempos turbulentos

Há tempos que estamos vivendo um período turbulento, cercado de ódio, exigências sobre-humanas e muita intolerância. Isso é tão perceptível que a humanidade está doente física e psicologicamente. Diante desse cenário caótico, é possível viver saudável e feliz? É possível ser “humano” e viver com mais leveza?
         Primeiramente, vale lembrar que nossos pais e avós afirmam que a vida deles era mais difícil financeiramente, no entanto era mais fácil criar uma família, pois não havia tanta exigência e tantas preocupações como as de hoje.
        Essa constatação só ajuda a entender por que, na atualidade, está tão difícil ter uma vida tranquila e menos corrida. O que nossos antepassados querem nos ensinar é que se pode viver com menos, com menos correria e estresse, com menos trabalho e redes sociais. Com menos intolerância e reclamações. 
            Tal fato pode ser comprovado quando alguém está à beira da morte, depois de um grave acidente, infarto ou um trauma, ou quando se perde um amigo, alguém especial. Normalmente, pessoas que têm uma segunda chance de viver sabem muito bem o que é ser feliz com uma vida mais simples e leve. Porque se descobre que o verdadeiro valor não são as coisas materiais nem dinheiro, poder e status; mas, sim, as pessoas que amamos e que nos amam, saúde, família unida e presente, um trabalho que nos realiza e a espiritualidade acesa. 
        Só depois que quase se perde a vida, muitos reconhecem que o bastante é ter o que se basta. Ter tudo não é sinal de felicidade. Para ser feliz, ser leve com a vida é ter por perto pessoas que nos fazem felizes, que nos fazem rir, sonhar, acreditar no futuro e no amor. 

         Desse modo, é preciso perceber que para viver neste tempo de turbulência precisamos de muito pouco para sermos felizes e, principalmente, não devemos esperar que algo nos aconteça para entender isso. Para tanto, deve-se cobrar menos de si e dos outros, viver bem com o próximo e cuidar de cada momento, não ajuntar dinheiro para guardar e amontoar ou comprar mais e mais bens que não sobra tempo nem para cuidar daquilo que é importante: a vida. Esta só tem uma safra e passa rápido demais. Então a ordem do dia é valorizar cada instante, ser simples, mais leve e tolerante.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

80 anos de Arcos

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Casa de Cultura
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Parque aquático Águas do Paraíso
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Parque da Usina Velha
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Pracinha dos arcos.
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Pedreiras de Arcos - Boca da Mata.
           A cidade de Arcos completa seus 80 anos de emancipação política. Com eles, vem a maturidade, o crescimento e o progresso. E assim como todos os municípios, os problemas existem e é preciso encontrar uma solução.
          No entanto, o dia 16 de julho, data de comemoração, é o momento de enfatizar os aspectos positivos, as coisas boas da cidade,  seus feitos, pois os negativos já se falam o ano todo. 
           Arcos é uma cidade que se destaca no Centro-Oeste mineiro por diversas razões: a começar pelo povo educado e hospitaleiro; capital do calcário, sendo uma região rica e atrativa para o setor de mineração; tem o melhor poliesportivo de toda a região, além das quadras esportivas em quase todos os bairros; tem ótimas escolas públicas e particulares, faculdades, universidade e centros educacionais profissionalizantes; tem o Hospital Municipal São José, referência em pronto atendimento; a cidade cresce no ramo de confecção, contando com muitas fábricas de costura; possui um comércio diversificado, que está em constante expansão; tem uma Casa de Cultura imponente, com uma acústica perfeita; além de muitas opções de restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, studios e academias, pracinhas, salões de beleza e barbearias, tem um policiamento que é destaque em toda Minas Gerais, e tantos outros itens tão importantes como estes aqui citados. 
        Além disso, Arcos é terra de talentos como escritores, músicos, pintores, intelectuais, professores renomados, tem bandas de todos os estilos e não se pode deixar de falar sobre a tolerância entre todos os estilos aqui existentes tanto de música, artes quanto de religião.

         Portanto hoje é dia de dar parabéns a Arcos e a todos que contribuíram e que contribuem com o crescimento da nossa cidade. Cada prefeito deu sua parcela de contribuição, fez o seu melhor, por isso merecem respeito e consideração. Parabéns a todos os arcoenses “da gema” e de coração!   E que nossa cidade, querida Arcos, possa continuar crescendo em todos os aspectos, mantendo o que tem de melhor: a alegria, a paz e o união entre seus munícipes!

sábado, 7 de julho de 2018

Paralisia infantil não é brincadeira

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          É alarmante o fato de que boa parte da geração atual de pais não está cumprindo com uma de suas obrigações fundamentais para a saúde dos filhos: levá-los para vacinar. O resultado disso foi percebido por meio do número assustador de crianças que não foram vacinadas. Nesse sentido, deve-se analisar a situação para que, no futuro, adolescentes e adultos não sofram com doenças que podem ser evitadas com um simples ato: a vacinação. 
         Primeiramente, não se pode esquecer de que o Brasil é referência em Campanha de vacinação. O precursor foi o médico, bacteriologista e cientista Oswaldo Cruz, que passou por muitos conflitos na defesa de suas pesquisas e nas primeiras vacinações. Hoje, no país todo, há vacinas gratuitas e muitas doenças foram erradicadas.
           Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 312 municípios brasileiros não vacinaram nem 50% dos bebês de até um ano contra a poliomielite. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a recomendação é que 95% das crianças sejam vacinadas.
         Vale dizer que a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, desapareceu do Brasil e não há casos registrados há 28 anos. Isso significa que a população se esqueceu da doença, que é transmitida por vírus, e somente a vacina é capaz de impedir essa enfermidade. 
           E por que a cada ano o número de vacinação vem caindo? Acredita-se que essa geração, por ter sido imunizada e por não ter vivenciado o surto do pólio, tem a falsa sensação de que o risco não existe. Assim, muitos pais não se preocupam com essa obrigação e estão sendo negligentes. 

         Para que o pesadelo da paralisia infantil e outras doenças causadas por vírus não voltem a atormentar, é preciso combater a falta de conhecimento, o excesso de ignorância e a falta de percepção de risco.  As campanhas devem ser intensificadas, o cartão de vacinação deve ser exigido e fiscalizado por órgãos competentes e pais e responsáveis devem ser penalizados caso haja negligência. Todos são responsáveis pelo futuro das crianças. A vacina é um direito delas e um dever de todos. Não podemos baixar a guarda e a população precisa colaborar com o êxito da vacinação, garantindo uma infância saudável, pois a pólio não é brincadeira.


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Em defesa dos concurseiros

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           Quem vem acompanhando os noticiários sobre os cancelamentos e suspensões de diversos concursos públicos em Minas Gerais há de ter notado algo de amadorismo, irresponsabilidade e descompromisso com a sociedade e com os concurseiros.
             Primeiramente, para que um concurso público aconteça, é necessário um longo caminho para a sua realização, para verificar a demanda do município ou de uma entidade, o número de vagas e, sobretudo, analisar as leis vigentes para que o edital esteja coerente com a legislação, isto é, que seja constitucional. É para isso que se contratam empresas especializadas e que se nomeiam profissionais responsáveis para planejar, executar e acompanhar  todas as etapas de um concurso.
          Do outro lado, é preciso saber que para ser aprovado no concurso, deve-se passar em todas as provas e etapas e classificar-se dentro das vagas. Para tanto, o interessado deve se preparar. Por isso muitos concurseiros investem em seus estudos, fazem cursinhos, compram apostilas, gastam seu tempo e dinheiro, abrem mão de lazer, família e descanso. Além disso , há outros fatores influentes como o emocional, as expectativas, o sonho da estabilidade e a ansiedade.
              No entanto o conflito se instaura quando a população recebe a notícia de cancelamento do concurso. Decepção maior quando isso ocorre por imperícia, imprudência, irresponsabilidade e amadorismo de todos os responsáveis pelo concurso. Falta respeito e compromisso com a sociedade e, principalmente, com aquele que está pleiteando uma vaga.
           É preciso que se trabalhe com mais seriedade. Hoje não há espaço pra tanto trabalho mal feito e descaso. Deve-se pensar na dignidade humana, no bem comum. Enquanto não se trabalhar com afinco e compromisso, continuaremos a ver o dinheiro, os sonhos e as esperanças do povo indo ralo abaixo. Lamentável.

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Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...