terça-feira, 28 de junho de 2016

Antologias Poéticas - Rosana Silva

Antologia Poética Versos en del aire II

Este é o Livro de Antologia poética "Versos en del aire II" da qual faço parte, publicado em Madri, na Espanha, em 2014. O primeiro de Antologia.


E este é o Livro de Antologia poética METACANTOS da qual também  faço parte, da Editora Literacidade, em 2016.



Gentileza gera gentileza?



A correria do dia a dia, o estresse excessivo, os diversos compromissos, e até mesmo, o trânsito caótico, entre outros eventos provocam um certo estranhamento nas relações interpessoais. Isso beira à barbaridade e serve de desculpa para muita gente sem educação. Esse fenômeno é amplamente perceptível, já que a sociedade contemporânea, de modo geral, tem ficado mais intolerante e menos gentil com o próximo. Desse modo, cabe a seguinte reflexão: há espaço para a gentileza nesse contexto tão conturbado em que vivemos?
Thomas Hobbes afirmou que o homem é o lobo do homem. Tal máxima nunca foi tão verdadeira, uma vez que o ser humano tem, gradativamente, atacado seus semelhantes de forma agressiva e indelicada, isso sem contar com a violência física. São variados contextos em que a incivilidade se manifesta, seja com uma simples falta de educação a xingamentos degradantes.
Exemplos de falta de gentileza, infelizmente, não faltam. É comum presenciar atos de hostilidade e até de ódio nos serviços públicos, tanto de atendentes quanto dos usuários; entre motoristas e pedestres; nas escolas, em hospitais, e principalmente, nas redes sociais. Em síntese, a falta de elegância no tratamento para com o outro está escassa, abrindo espaço para a grosseria, a falta de paciência, intolerância e egocentrismo

Para Nelson Mandela, só a educação é a ferramenta capaz de transformar as pessoas. Portanto estamos precisando é de mais educação, mas uma educação verdadeira, que deve ser aplicada 24 horas por dia em todos os contextos, e ela deve partir de nós, das nossas atitudes perante aos outros. Ser incivilizado e mal-educado não dignifica ninguém e não contribui com nada. Ser gentil, educado, dar “bom dia”, dizer “muito obrigado”, “por gentileza” são atitudes que não custam nada e são geradas de um convívio harmonioso e pacífico. É necessário repensar nossas ações, e tratarmos o outro como desejamos ser tratados. Assim, trocando de papel, ficando no lugar do outro é um bom começo para que a gentileza e a educação ocupem o espaço necessário de que tanto precisamos. 
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Direção perigosa



Todos os dias, em diversas regiões do país, milhares de estudantes, boa parte no auge da juventude, se deslocam de suas cidades para estudarem em cidades vizinhas. Com o intuito de se formar em um curso superior, cada um está em busca de seus sonhos e de um futuro melhor com a graduação tão almejada. No entanto muitos sonhos são interrompidos no caminho por diversas razões, entre elas a fatalidade dos acidentes.
Nesta semana, na região litorânea de São Paulo, um ônibus de estudantes sofreu um terrível acidente, com 18 vítimas fatais, um motorista e 17 estudantes. Todos jovens e, certamente, cada um com sua história de luta e superação, com dificuldades para estudar e de se manterem nos cursos. Cada um com seus desejos e todos numa labuta constante. Só quem já passou por isso durante anos tem a dimensão de como é difícil esse deslocamento diariamente.
Constata-se que muito acidente, envolvendo ônibus e vans, comumente fretados pelas prefeituras, ocorre no país. O que anda acontecendo? Será que falta fiscalização dos órgãos responsáveis? Falta compromisso das empresas contratadas para efetuar o serviço com qualidade e segurança?
É comum ouvir reclamações de estudantes de que motoristas abusam da velocidade, fazem ultrapassagens perigosas e manobras arriscadas. Além disso, a situação dos veículos é preocupante, já que muitos estragam durante o percurso, deixando os passageiros à espera de ajuda. As reclamações existem e pouco é feito para reverter esse quadro caótico do transporte de estudantes.
Infelizmente, temos uma cultura atrasada de só tratarmos a doença depois que ela se instala, assim, as autoridades brasileiras só acordam quando uma tragédia como essa ocorre. Essa mentalidade arcaica precisa mudar rápido, antes que mais acidentes ocorram.
Desse modo, assiste às empresas de transporte tomarem mais cuidado, mantendo seus veículos dentro das normas de segurança, com vistorias e manutenção constantes; cabe às prefeituras se responsabilizarem pela contratação de empresas que possam garantir o serviço de forma segura. Os estudantes devem e precisam denunciar aos órgãos competentes quando perceberem que algo está errado. Não podemos ficar calados diante de um risco iminente. Nossa juventude deseja um futuro promissor, por isso precisa estudar, se esforçar, mas precisa de segurança para isso. Atitudes preventivas devem ser feitas sempre antes de um novo trajeto para que este tenha ida e volta.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Tire o S da crise




O país está em crise. O Brasil está em recessão. Essas são as frases mais pronunciadas nos últimos tempos. Que estamos passando por um período difícil é verdade, já que, nesta semana, segundo os dados divulgados pelo IBGE, são 11,4 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho e pode-se afirmar que é o pior número em 25 anos. Mas será que cruzar os braços e deixar o medo tomar conta vai contribuir para mudar esse panorama?
Não, todos sabem que entrar na onda da inércia de nada vai modificar a situação em que se encontra a nação. A crise sempre existiu desde que o mundo é mundo, ela só veste roupagens diferentes em cada época. Assim, deixar-se levar por esse fantasma só piora o quadro. Com medo, o empresário não investe, a indústria não produz, o comércio dispensa seus funcionários e o consumidor não compra. É preciso, de alguma forma, romper esse círculo vicioso.
Se o setor industrial fica inerte, se as empresas recuam, se o comércio não cria estratégias inovadoras e se os empreendedores não empreendem, cada um acelera vertiginosamente esse marasmo econômico pelo qual estamos passando. Quem paga a conta? Todos, de qualquer classe social ou segmento empresarial.
Desse modo, é preciso mudar de crise para crie. Nesse momento, o país está precisando se unir, o momento é de união de forças de todas as esferas da sociedade para acelerar a economia e proteger o emprego do pai de família, oferecer dignidade às donas de casa, encaminhar o jovem que espera uma oportunidade e, sobretudo, despertar a esperança em cada brasileiro. O medo só paralisa a criatividade, característica famosa dos brasileiros.
Portanto cabe aos governos – federal, estadual e municipal – criar estratégias urgentes para acelerar a economia e despertar a confiança dos empresários e dos investidores, estabelecer parcerias entre si que sejam viáveis para o povo e não para o partido político ”x” ou “y”. Só com união e com coragem, e é claro, com mais investimentos, o país pode superar esse momento difícil e recuperar o emprego, a dignidade e o orgulho de ser brasileiro. 
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Nem tudo é relativo





A violência parece não ter limite e não ter fim. Nos noticiários, as manchetes parecem ser fictícias devido ao tamanho da brutalidade e dos requintes de crueldade. Crianças, idosos e mulheres são mais vulneráveis e estão sujeitos a todo o tipo de abuso. O sexual é o mais recorrente, e muitas vezes é seguido de morte.
Nesta semana, uma jovem sofreu um estupro coletivo. Como se não bastasse o quanto violento e repugnante é esse ato, foi praticado por 30 homens e ainda expuseram a vítima nas redes sociais. O que se esperava era a revolta das pessoas, no entanto um número exorbitante de internautas relativizaram a situação e, como sempre, ou na maior parte dos casos, a culpa é da mulher.
Em pleno século XXI, ainda vivemos sob a cultura do estupro, em uma sociedade que tem a coragem de dizer que há mulheres que merecem ser estupradas, que “pedem” para ser violentadas. Isso é um absurdo. Não há ser humano algum que mereça sofrer assim. É inaceitável e deve ser considerado um crime hediondo não apenas no caso de quem o pratica, mas de quem incita a violência e a considera normal, banal.
Desde quando o homem perdeu a sua perplexidade diante dos fatos, agravados pelos números crescentes de casos, dado o aumento da violência no país, cada abuso, cada assassinato ou latrocínio passam a integrar os dados estatísticos e as vítimas são só mais um caso. Desse modo, deixamos de lado aquilo que nos torna humanos: a compaixão, a sensibilidade diante da dor e do sofrimento alheios.
O que quase todo mundo esquece é que para os sobreviventes de agressões e, principalmente do estupro, a dor do corpo passa, as marcas vão virar algumas cicatrizes na pele. Entretanto o que não passa é a dor da alma, as cicatrizes da mente. Os traumas ficam e se estendem por toda a vida.
Nenhum tipo de violência pode ser relativizado ou ser considerado como merecido. Violência é violência e pronto, aqui e em qualquer canto do mundo. Mulher alguma merece ser estuprada, seja ela é quem for. Se está de roupa curta, se a hora ou o escuro das vielas contribuíram, se estava bêbada ou não, isso não é desculpa, meu Deus!

É preciso acabar com essa cultura ultrapassada e irracional. Chega de machismo e de relativismo onde nunca devia existir. Nem tudo pode ser relativizado, muito menos um estupro.
Fonte da imagem: http://i.huffpost.com/gen
 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ser uma eterna criança: é possível?





“Nas mãos de uma criança, o mundo vira um conto de fadas”. Não sei quem é o autor ou autora dessa frase, só sei que ela faz o maior sentido e fico triste por que não amadurecemos, mantendo a pureza e a alegria das crianças, para transformar o nosso mundo adulto nesse conto que, na maioria, termina em finais felizes.
À medida que crescemos, deixamos a fase infantil pelo caminho e passamos à adolescência. É incrível como o humor muda radicalmente e se instala, nesse período, a instabilidade de sentimentos. Nessa fase, o adolescente passa por momentos oscilantes: ora solilóquio, ora despojado, brincalhão; ora agressivo, carinhoso e por aí vai. É um amontoado de sensações que se confundem na cabeça de qualquer um, mas, de todo o modo, a maioria deles são felizes e tudo vira festa.
Da adolescência à vida adulta, o distanciamento entre a alegria de ser criança está cada vez mais longe. Não sei por que, sendo adultos, temos de deixar para trás a alegria despretensiosa, a ingenuidade e a capacidade imagética, as brincadeiras e a esperança do mundo da infância, abrindo espaço para dúvidas, frustrações, incertezas e infelicidade.
Há uma pesquisa que afirma que a nossa felicidade, ao longo da nossa vida, é parecida com os traços dos lábios. Isso significa que, quando somos crianças, os nossos lábios estão sempre sorrindo, acentuando seus contornos num sentido ascendente; conforme amadurecemos, para não dizer que estamos envelhecendo, esses contornos vão se perdendo até ficarem retos e, muitas vezes, na velhice, a forma de nossa boca se inverte, aparentando aborrecimento ou tristeza.
O corpo dá sinais, a cada dia, que o semblante da criança que fomos fica esquecido, só lembrado em fotos. Tudo envelhece e isso é inevitável, se não se quer morrer jovem, o jeito é se conformar. Assim, se até o nosso corpo mostra que, aos poucos, deixamos de ser crianças, o que se pode fazer para conservarmos pelo menos um resquício da época de meninice?
Não existe fórmula, não existe livro que ajude, nem técnicas que ensinem, nem regras eficientes que auxiliem a manutenção da nossa felicidade e as características de um pupilo. Há cremes de rejuvenescimento, plásticas que atenuam as marcas do tempo, mas nada disso rejuvenesce uma alma envelhecida e amarga.
O que podemos fazer é buscar a felicidade e a alegria de viver dentro de cada um de nós, lembrando que a vida, apesar de todas as árduas travessias pelas quais não há atalho, é única, é efêmera e é para ser vivida e reinventada como nos contos de fadas. Se não houver final feliz, pelo menos houve um início e um meio, e isso já é muito bom.
Além disso, devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos oferece para voltarmos a ser crianças: brincando com os filhos, sobrinhos e com todas as crianças que estiverem ao nosso redor; lançar mão de momentos com a família, conversar, divertir com coisas banais e corriqueiras; ouvir música, dançar, brincar, correr, enfim, aproveitar cada momento, mesmo que rapidinho, para relembrar como é bom ser feliz e puro como as crianças.
Fonte da imagem: http://www.mensagens10.com.br/wp-content/uploads/2016/04


Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...