terça-feira, 26 de maio de 2015

Artigo de opinião: O ócio ou o negócio?

O ócio ou o negócio?

Compreender a etimologia da palavra pode ser uma atividade bem interessante. Há muitos termos cujo valor semântico propicia inúmeras possibilidades de reflexão. A palavra negócio, por exemplo, é uma delas, que tem origem grega negotium, formada por dois termos: neg que significa negar algo e ócio que é ocupação, trabalho, labuta. Na Grécia Antiga, trabalhar era uma atividade vergonhosa, por isso se negavam ao ócio, que era tarefa para a plebe. Os gregos, portanto, se dedicavam à filosofia e às artes. Já os romanos tinham uma visão bem mais positiva para essa palavra, pois o otium litteratum era o tempo livre para se dedicarem às letras.
Ter tempo livre para praticar o ócio, para muitos, pode ser uma falta de trabalho, falta do que fazer; para outros, no entanto, o ócio serve para produzir, dedicar-se às artes, sejam elas a produção literária, a pintura, o teatro, a escultura, o grafite e a arte de colorir, por que não?
Os livros, voltados para colorir, ao contrário do que muitos pensam, não são uma nova invenção. Quem não se lembra dos livros fininhos para colorir os personagens infantis mais conhecidos de cada época, ou ainda as revistinhas com diversas atividades como unir pontinhos, formar desenhos divertidos e depois colorir.
O mercado editorial, a cada ano, procura se manter no mercado e, para isso, precisa repaginar a sua oferta, oferecendo novidades aos seus leitores que, por sua vez, estão sempre mais exigentes. No início deste século, a entrada dos e-books (livros virtuais) foi uma reviravolta para o segmento, causando muita polêmica em torno da sobrevivência do livro tradicional. As vendas em dezembro de 2013 totalizaram aproximadamente 294 mil unidades de livros digitais e em 2014 somaram aproximadamente 2,53 milhões de unidades somente no Brasil. O resultado foi que mais livros estão sendo vendidos e os livros tradicionais continuam existindo e, certamente, não sairão de linha por um bom tempo.
A bola da vez do mercado editorial são os livros para colorir e tornaram-se uma febre não só no Brasil, mas em diversas partes do mundo. O que deve ficar claro é que não se trata de uma novidade, mas uma nova forma de terapia e, sobretudo de arte. Vale dizer que ter ócio, tempo livre para colorir não significa que quem colore não tem outra coisa para fazer. Primeiramente, a ideia inicial do livro de colorir direcionado aos adultos foi como terapia para desestressar, quem não faz nada tem estresse? Ou seja, trata-se de livro para quem tem muito que fazer.
Há diversas correntes filosóficas que nos ajudam a entender tanta crítica em cima de quem está apaixonado pelos livros de colorir. Uma delas está fundamentada na cultura utilitarista da nossa sociedade. A filosofia utilitarista nasceu no século XVIII, na Inglaterra, que determina que uma ação deve ser avaliada sob o ponto de vista dos seus resultados práticos. Dessa época, o jurista Jeremy Bentham expôs que o princípio da utilidade é o fundamento de toda a conduta social e individual, que tudo deve ter uma utilidade e ser útil é o valor moral mais elevado.
Assim, podemos perceber que a sociedade atual espera que o ócio seja preenchido apenas com ações em que ela própria veja a utilidade de todas as coisas, ao contrário não tem valor. Se assim for, onde deveríamos procurar pelos livros literários? Onde encontraríamos as obras de artes? E as esculturas? E os desenhos, as fotografias, as charges, as histórias em quadrinho? Será que todas foram feitas por desocupados? E o que dizer dos maravilhosos desenhos da escritora escocesa Johanna Basford? E os coloridos de inúmeros anônimos espalhados pelo país?
 Não pretendo reduzir as manifestações artísticas ao paradigma do utilitarismo, mesmo por que essa concepção já foi rompida, mas não se vê utilidade nas artes? Parafraseando Renato Russo: “será que o que vejo quase ninguém vê?” A arte se manifesta de várias formas e nenhuma delas deve ser sobreposta à outra. Todas têm seu valor. Ainda bem que temos escritores por profissão e aqueles que, no ócio, se ocupam de escrever poesias, crônicas e histórias fantásticas, para preencher o nosso tempo e decorar a nossa alma. Ainda bem que há artistas e artistas que andam preenchendo seu tempo de pura ociosidade com arte, seja ela escrevendo, pintando, esculpindo e, que delícia, colorindo.


Por Rosana Cristina Ferreira Silva




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um pouco de poesia: Menina na varanda - O voo da poesia

Menina na varanda

Sentada na varanda,
a menina chora sem parar.
Suas figurinhas voaram,
voaram longe, espalhadas pelo ar.

A menina fica magoada,
demorou tanto para ajuntar
as suas figurinhas ilustradas.
Queria o álbum completar.

O céu, agora, ficou lindo
com tanta figurinha por aí.
Até o passarinho está sorrindo
por ver figurinhas aqui e ali.

Não chore tanto, menina displicente!
Há mais dessas para vender.
É só ser um pouquinho paciente
e muitas outras poderá ter.


Ilustração de Ingrid Osternack



Autografando livros na UNIPAC - Arcos - MG

A cada dia, o livro O voo da poesia vem ganhando mais fãs. As alunas da UNIPAC/FUPAC de Arcos prestigiaram a declamação das poesias e se encantaram com os versos. A professora e escritora Rosana Cristina Ferreira Silva autografou os livros.
Como disse Maria Cristina, diretora da Editora Ibis Libris, do Rio de Janeiro: "os livros de poesia nunca deixam de ser vendidos."
Rosana Silva com a aluna Leonilda

Rosana Silva com a aluna Rosemeire

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

http://www.allprinteditora.com.br/o-voo-da

2º Encontro Leitura na Praça – UNIPAC/FUPAC - 2014

Praça Floriano Peixoto: um mundo das letras

            O pensamento de Monteiro Lobato “Um país se faz de homens e livros” foi palco para o evento Leitura na Praça, feito pelos alunos do 1º período de Pedagogia, da UNIPAC/FUPAC, de Arcos – MG, sob a coordenação da Professora Rosana Cristina Ferreira Silva, que começou às 15 horas e só terminou à noite, nesse sábado, dia 22 de novembro.
Foi um evento cheio de emoção, com atividades Infantis, que estimulam o contato das crianças com o mundo da leitura, da literatura com muitas canções, com muitos desenhos e belíssimas contações de histórias.
A praça ficou repleta de crianças que puderam ver muitos temas diferentes. O caramanchão ficou enfeitado com o Sítio do Pica Pau Amarelo, com as personagens amadas Emília e a pequena Narizinho. Havia “árvores de livros”, do Monteiro Lobato, criador do Sítio. As crianças puderam conhecer um pouco mais sobre as histórias com o Livro Reinações de Narizinho. Para agradar todo mundo, tinha A magia do mundo dos gibis, com Maurício de Sousa e a Turma da Mônica, além da exposição de mangás.
O coreto da praça se transformou num castelo de conto de fadas, com princesas que deixaram as crianças fascinadas e o castelo da Branca de Neve foi reproduzido. Foram diversas histórias recontadas e as crianças tiveram a oportunidade de ilustrar os contos.
A Contação de história foi muito especial, pois as alunas contaram histórias emocionantes para as crianças que ficaram admiradas. Os pais adoraram a ideia e sentaram-se com seus filhos para ouvirem e participarem da contação. As alunas de Pedagogia contaram muito bem as histórias, ao ponto de chamar a atenção de todos que passavam pela praça.
Depois de ouvirem atentamente as histórias, as crianças recontavam os contos através de desenhos num lugar especial: o “cantinho da ilustração”. Tudo ficou muito organizado e belíssimo. A criançada ganhou lápis de cor, giz de cera, papel colorido para fazer os desenhos.
Todas as crianças ganharam livros, muitos brindes e sorvete. Os pais falaram que o evento foi ótimo e devia acontecer sempre.
Além da leitura e da literatura, o evento teve a participação do cantor Ezequiel Santana, interpretando belíssimas canções como o tema do filme Titanic. Para o encerramento, todos puderam apreciar o balé clássico do Stúdio de dança Noara Gomes, numa linda apresentação, com suas bailarinas muito bem preparadas e com um figurino impecável.
O objetivo do projeto foi atingido: que é levar a leitura às crianças, e elas adoraram ouvir histórias e ganhar livros e foram quase 400 livros doados somente nesse dia. O Banco Itaú, por intermédio da estudante da FUPAC e funcionária do Banco, Izabel, doou 50 livros literários. O Diretor da Fupac – Geraldo Cláudio Rodrigues – também vereador da cidade de Arcos, colaborou bastante para que o evento fosse um sucesso.
Esperamos que a praça de Arcos seja novamente palco para os livros, para a literatura e para as crianças. Elas devem ser estimuladas a lerem desde cedo.  

Projeto: Ler na praça

O Sítio do Pica Pau Amarelo na Caramanchão, com o Diretor da FUPAC e vereador Claudinho.

Contação de Histórias com a Bruxinha boazinha

Olhares atentos das crianças ouvindo histórias

Sorvete para as crianças leitoras

Ouvindo histórias da Menina bonita do laço de fita

Vice-Prefeito Dr. Wellington Rodrigues e Rosana Silva

Ilustrando as histórias no Cantinho das ilustrações

O voo da poesia na Bienal de Minas – 2014



O voo da poesia na Bienal de Minas – 2014

Estar no meio de livros, de leitores, de escritores e de cultura não tem preço, ainda mais quando se tem um livro exposto. A obra literária O voo da Poesia, de autoria de Rosana Cristina Ferreira Silva, está pousando em todas as bienais do país e não poderia ser diferente em Minas, no stand da Editora All Print, durante os dias 14 a 23 de novembro, em Belo Horizonte.
Nessa sexta-feira, dia 21, a autora esteve presente na 4ª Bienal, autografando seu livro e visitando vários stands. Além de autografar, participou de três lançamentos: do filósofo Mário Sérgio Cortella, e das escritoras e poetisas Neusa Sorrenti e Ângela Leite de Souza. Foi um momento muito importante, pois conhecer e ter o autógrafo de autores renomados como esses é fundamental para se estabelecer na área das letras. A autora também autografou o seu livro para os escritores.




Trocando autógrafos com Mário Sérgio Cortella

A Bienal é um dos maiores eventos literários de Minas e fazer parte desse empreendimento é uma ótima oportunidade para a divulgação da obra e de negócios como profissional do livro.
               

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Enem 2014: uma releitura

A Educação, nos últimos anos, tem passado por diversas transformações. Uma delas e que tem influenciado a vida dos estudantes é o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, que foi criado em 1998. O objetivo, inicial, era avaliar o desempenho do estudante ao término da educação básica e, consequentemente, analisar a situação encontrada, a fim de melhorar a qualidade desse nível de escolaridade.
Tal objetivo, a partir de 2009, foi mantido, no entanto, a ele, foi acrescentado um novo mecanismo, até então, inédito no país: a seleção para o ingresso no ensino superior. Isto quer dizer que o ENEM, além de avaliar o estudante, dá a ele o direito à vaga em universidades públicas de todo o país, de modo unificado, não sendo necessário fazer inúmeros vestibulares.
O ENEM tem muitos aspectos favoráveis. Por ser uma prova única e aplicada no Brasil todo, é possível, aos professores e aos alunos, analisarem, a cada ano, o estilo da prova, suas características, os conteúdos mais cobrados; e por apresentar assuntos correlacionados ao cotidiano. Além disso, os vestibulares tradicionais eram muito diversificados, já que cada instituto superior de ensino tinha sua própria banca, sua própria prova. Por isso os vestibulares eram muito diferentes um do outro, dificultando o ingresso do estudante ao ensino superior. Pode-se dizer que o ENEM é um sistema mais democrático de ingressar na faculdade, ampliando a oportunidade para todos aqueles que querem prosseguir nos estudos.
Outro ponto imprescindível que deve ser levado em consideração é que o exame possui critérios consistentes para avaliar as habilidades e as competências dos concursantes, estatisticamente, por meio da Teoria de Resposta ao Item –TRI – que é a forma de correção da prova, capaz de informar a habilidade de um determinado aluno, dizendo se ele tem mais habilidade ou menos habilidade em cada questão e, ainda, informa se a resposta do estudante foi o famoso “chute” ou não.
Tudo isso é possível porque essa teoria, usada para a correção não somente nos exames do ENEM, mas também onde há concursos com muitos concorrentes, porque a prova possui uma escala, onde cada questão é situada, testada e com seu nível de dificuldade analisado, variando de três pontos para baixo e três pontos para cima. Assim, se um estudante ‘x’ fica três pontos para cima de uma questão, quer dizer que ele é muito habilidoso. A TRI permite o desempate com mais facilidade, já que, usando a escala, não se conta o número de acertos. Caso fosse assim, teríamos milhares de estudantes empatados.
Sobre os conteúdos, vale dizer que o ENEM cobra do estudante a capacidade de interpretar, ler, escrever e raciocinar com fluência. Mas como este exame tem sido usado para selecionar, a cada ano, ele vem cobrando mais conteúdo, mais teorias, mais fórmulas entre outros.
Sobre a REDAÇÃO, ao contrário do que muitos pensam, a sua correção não é subjetiva. Os corretores têm critérios objetivos de correção. São cinco: 1. Domínio da norma culta da língua portuguesa; 2. Compreensão do tema e aplicação da estrutura do texto dissertativo argumentativo; 3. Seleção e organização das informações; 4. Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto; 5. Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais. Para cada critério, são distribuídos 200 pontos, totalizando 1000 pontos, somente na redação.
Quanto ao tema, o aluno de ensino médio precisa estar pronto para qualquer assunto, já que sempre se trata de temas de relevância social e que, geralmente, são noticiados durante todo o ano. Claro que sempre aparecem algumas apostas. Para 2014, alguns apostam na Lei Maria da Penha; Dengue; racismo; Lei Menino Bernardo; escassez de chuva; obesidade; entre outros. Mas para que ninguém seja pego de surpresa, o ideal é acompanhar os noticiários, ler revistas e jornais, sempre.
Por que é importante saber tudo isso? Tendo conhecimento, os professores vão trabalhar de forma mais dinâmica e direcionada, mediando os estudantes para que tenham sucesso na prova do ENEM e nas provas que desejarem fazer ao longo de suas vidas. Além da contribuição da escola e dos professores, os estudantes precisam estudar os conteúdos programáticos, detectar o que é mais cobrado em cada disciplina, ler bastante, especialmente artigos de opinião, editorial, notícias, cartuns, charges de jornais e revistas de abrangência nacional e internacional; e se esforçarem.  A família tem um papel importante: cabe a ela ajudar o aluno, propiciando momentos diversificados de estudo e, sobretudo, oferecendo apoio, incentivo e qualidade de vida.

Por Rosana Cristina Ferreira Silva




Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...