sábado, 5 de dezembro de 2020

Vacina à vista

 


      Um dos desafios que o século XXI apresenta para o mundo é a busca da vacina contra a Covid 19. Grandes investimentos estão sendo  feitos na área de pesquisa, e o Brasil destaca-se no cenário mundial por meio do Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, na criação da Coronavac.  Além dessa, há outras vacinas  que estão sendo testadas. O mundo todo espera ansioso por isso, a fim de alcançar resultados positivos e conter a Covid-19.

         É relevante afirmar que o Planeta adoeceu. A pandemia, provocada pelo vírus Coronavírus, obrigou a população mundial a enfrentar o isolamento social e o luto planetário. Hoje, segundo os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo todo, há mais de 65 milhões de infectados; mais de 1,5 milhão de mortos; e mais de 42 milhões de recuperados. 

        Diante desse número exorbitante, a busca pela vacina contra esse vírus mortal é acelerada, e os resultados positivos já se apresentam em tempo recorde. Nunca uma vacina se projetou com tamanha celeridade, graças ao avanço técnico-científico e investimentos na área, embora o preço dessa descoberta seja milionário. 

       No entanto, a politização da vacina, que vem ocorrendo no Brasil, infelizmente, é um entrave e prejudica substancialmente o seu andamento. Consequentemente a população brasileira fica ansiosa e apavorada. 

         Portanto acredita-se que esses impasses sejam resolvidos e que a vacina seja democrática, de modo que todo o cidadão possa ter acesso a ela. Com essa vacina à vista, seja a do Brasil, da China, da Rússia, podemos ter esperança de que essa pandemia esteja perto do fim. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Eleições e novos rumos



       O resultado dessa última eleição mostrou a cara dos eleitores e dos novos eleitos, bem como os anseios e necessidades de uma grande parcela social. Diante disso, deve-se reconhecer as transformações que vêm ocorrendo no cenário político e esperar bons augúrios. 

          Primeiramente, é extremamente fundamental refletir esse recado dado nas urnas: o povo quer mudança, igualdade de direitos e, principalmente, ser ouvido e visto. Assim, analisar o resultado das eleições é imprescindível. E o que foi dito?

         Mesmo com números significativos em 2020, ainda é baixa a inclusão de mulheres e de pessoas LGBTQIA+ na política brasileira. Porém, a cada período eleitoral, essa realidade vai ganhando novas nuances,  e mais cidadãos vão se encorajando a adentrar nesse cenário. 

         De acordo com os dados do TSE - Tribunal Superior Eleitoral-  neste ano, 651 prefeitas foram eleitas (12,1%), contra 4.750 prefeitos (87,9%). Em relação às câmaras municipais, 9.196 vereadoras foram eleitas (16%), contra 48.265 vereadores (84%). Embora representarem 51,8% da população e mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria na política. 

         Por outro lado, ainda que poucos, deve-se comemorar a vitória da diversidade nas urnas: mais de 70 vereadores LGBTQIA+ foram eleitos no Brasil, um feito histórico para o país, líder mundial de assassinatos de pessoas transgêneros. Em Belo Horizonte, a vereadora mais bem votada de todos os tempos foi a professora Duda Salabert. 

            Portanto, diante desse resultado, é preciso de políticas públicas que incentivem maior representatividade feminina na política do país e da sociedade LGBTQIA+. Só teremos uma sociedade mais justa se tivermos mais diversidade, respeito e vontade política. Mas a mudança já começou e não vai parar por aí.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Consciência negra: resistência e celebração



       Em pleno século XXI, precisamos discutir o racismo. Assim, é necessário utilizar o Dia da Consciência Negra para refletir a situação dos negros no Brasil, a fim de mudar a nossa realidade e propor ações de enfrentamento ao crime de racismo. 

       Vale salientar a necessidade de celebrar o Dia da Consciência Negra. Se essa data existe é por que não há consciência do branco que, em sua maioria, sente-se superior. Além disso, o Mapa da Violência 2020 mostra que morrem mais negros do que brancos, simplesmente por sua cor de pele e que os casos de racismo aumentaram vertiginosamente.

       Um fator preocupante é que grande parcela da sociedade acredita que o racismo não existe, é contra as cotas para negros nas universidades, considera um “mimimi” as denúncias feitas devido às injúrias, não percebe os atos de racismo no seu dia a dia, não enxerga a imensa desigualdade existente e desconhece a história escravocrata, cujos resquícios se fazem presentes.

          Ademais, discursos racistas entre políticos, influencers e lideranças, que deveriam usar o poder para erradicar essa violência, contribuem com os preconceituosos e espalham intolerância e ódio. 

       Portanto, o Dia da Consciência Negra é persistência e celebração. Persistência porque os negros continuam sua luta por seus direitos e por igualdade; celebração porque deve-se celebrar cada vitória alcançada, deve-se comemorar cada espaço conquistado. Segundo Haile Selassie, “enquanto a cor  da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. Precisamos mudar isso e essa luta é de todos nós.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

SUS- um patrimônio do Brasil


       Em meio ao maior caos mundial devido à pandemia, causado pelo coronavírus, é possível encontrar cidadãos cruéis e insanos que querem acabar com um dos maiores patrimônios do Brasil: o SUS (Sistema Único de Saúde). É preciso unir forças para defender o  SUS e lutar pelas conquistas alcançadas que contribuem com a diminuição da desigualdade social.

        É relevante saber que o SUS foi criado há 32 anos, pela Constituição Federal Brasileira. Vale ressaltar que é dever do Estado garantir saúde à população no Território Nacional. Isso significa que levar saúde de qualidade a todos não é favor, é lei e deve ser protegida pelos poderes - Executivo, Legislativo, Judiciário. 

       Ademais, em 1990, o Sus foi implementado quando o Congresso Nacional aprovou a Lei Orgânica da Saúde. Tal lei traz detalhes do seu funcionamento e preceitos que se seguem até a atualidade. 

          Deve-se saber que esse sistema de saúde abrange praticamente tudo, desde uma vacina a complexas cirurgias, exames de rotina a tomografias. Governantes, também, devem disponibilizar melhores condições de atendimento nos postos de saúde, os PSFs, e cuidar do Sus, é lei constitucional, é direito do cidadão, é conquista do povo. Fazer o contrário é antidemocrático e imoral. 

       Portanto cabe a todas as instituições (todas, sejam elas públicas ou privadas) preservar o nosso Sistema Único de Saúde, garantindo ao brasileiro esse direito que lhe é garantido. Assiste à sociedade, vigiar, defender e proteger os preceitos constitucionais para que nenhum político cruel possa acabar com tudo o que foi criado para o bem comum. Defenda o SUS!

Estupro sem culpado


      Lamentavelmente, no Brasil, a cultura do estupro persiste e os índices são assustadores. Nesta semana, a luta para erradicar essa triste cultura perde força ao inventarem o “estupro culposo”. Medidas precisam ser tomadas, a fim de mudar esse quadro violento. 

           De acordo com o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020, o país bateu o recorde de violência sexual.  Foram notificadas  66 mil vítimas de estupro no Brasil em 2018, é a maior incidência desde 2007. Ainda é preciso ressaltar que o Anuário trata de casos denunciados, no entanto esse número seria mais alto caso todas as agressões fossem comunicadas. 

          E por que não denunciam? Porque vive-se numa sociedade machista, violenta e que culpa sempre é da própria mulher por ser violentada. Além disso, muitas sofrem abusos na própria família e são ameaçadas caso denunciem. 

          Ademais, o Brasil viu o caso da influencer Mariana Ferrer. Segundo a reportagem da Revista Veja, ela foi drogada e violentada pelo empresário André de Camargo em uma casa noturna, em 2018. Nas roupas da vítima, a perícia encontrou sêmen do empresário, ou seja, há provas para a condenação, mas mesmo assim o homem foi absolvido por “estupro culposo”, isto é, o estuprador não teve a “intenção” de estuprar. 

       Tem-se nesse caso um exemplo por que muitas mulheres não denunciam. Elas são quase sempre culpadas pelo estupro. No julgamento da moça, ela deveria ser acolhida, protegida, e tudo foi ao contrário: foi dupla e duramente humilhada e violentada. 

          Portanto medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Justiça e de Segurança Pública rever a pena para esses agressores e promover maior segurança às vítimas sexualmente. Cabe à sociedade avaliar seus conceitos e lutar contra a violência para pôr um fim nesse crime em que o estuprador não pode se tornar a vítima. Nunca!

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

A cor da violência

 


       É amplamente perceptível o avanço da violência contra os negros no país que, infelizmente, traz um triste histórico escravocrata. Martin Luther King afirmou: “Nunca estarei satisfeito até que a segregação racial desapareça da América.” Esse pensamento deveria ser de todos, não apenas de quem luta contra a segregação e o racismo. Ações de combate ao preconceito devem ser colocadas em prática urgente.

       Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2020), a violência, neste ano, aumentou consideravelmente. As maiores vítimas são mulheres, jovens pobres e os negros. É válido saber que as informações do Anuário são fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelo Tesouro Nacional, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. 

       Tal documento informa que o feminicídio teve 7,1% de aumento e das vítimas 66,6% são mulheres negras. Sobre a violência contra crianças e adolescentes, 75% são negros; 66,7% de negros sofrem com a desigualdade racial no sistema prisional; 65,1% dos policiais mortos são negros; no que tange à cor e raça nas intervenções policiais, 79,1% das vítimas fatais são negras. 

     Diante desses números exorbitantes de mortes de vidas negras, fica claro o genocídio racial que vem ocorrendo no Brasil, e muitos brasileiros insistem em afirmar que não há racismo no território nacional. Como afirmou a apresentadora Maju Coutinho: “tem que mudar a mentalidade de que preto parado é suspeito e correndo é culpado, isso tem que mudar”.

      Portanto essa triste realidade só poderá ser mudada , primeiramente, cumprindo integralmente a lei: racismo e injúria racial são crimes. Para isso, a polícia brasileira precisa ser enérgica nessa situação, para que a punição seja percebida por todos, a fim de coibir novos casos de violência racial. Cabe a cada cidadão reconhecer que todos são iguais e que a discriminação por cor é um ato totalmente desumano. Como Martin Luther King, ninguém deve se conformar com o racismo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O Pantanal em chamas

            Pantanal Mato-grossense, uma das maiores referências mundiais em preservação, um bioma perfeito e uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Esse bioma continental que abriga exuberante riqueza está em chamas e corre o risco de desaparecer, caso providências não sejam tomadas urgentemente.

         De acordo com os dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que 2020 é o pior ano da história do Pantanal em queimadas. As pesquisas mostram que o fogo já destruiu 33% da área do Pantanal em Mato Grosso e os incêndios, na maioria criminosos, não estão sendo controlados, ao contrário, estão potencializados com o tempo seco e a falta de chuva, justamente por ações antrópicas.

          Infelizmente, somente em setembro, houve mais de 5.200 notificações de focos de incêndio no Pantanal, segundo o Inpe, é o pior registro desde 1998. O governo do estado aguarda o repasse de R$ 10 milhões que o governo federal anunciou para combater o fogo em Mato Grosso, mas esse dinheiro ainda não chegou. Enquanto isso, o fogo avança, queima tudo o que encontra pela frente e tudo vira cinzas. 

       Além da mata ser devastada de forma acelerada, os animais morrem queimados. Mesmo fugindo do fogo, não têm para onde ir, estão encurralados e, de forma cruel e criminosa, a fauna pantaneira morre queimada, manadas inteiras fogem assustadas, muitas onças e outros seres foram resgatados vivas, porém com tantas queimaduras, foram sacrificados. Quantos animais de diversas espécies estão se extinguindo. Que tristeza! Nascentes agonizam. O indígena está ameaçado. 

      Enquanto isso, o presidente debocha do povo e diz que o Brasil está de “parabéns “ pelo belíssimo trabalho de preservação ambiental. O mundo todo vê o Brasil ser consumido pelas chamas e pouco está sendo feito. Um dos maiores biomas do mundo está crepitando, fumegando, se inflamando. Animais silvestres perdem suas vidas, e o agronegócio segue a “todo vapor”, crescendo, “salvando” a economia do país e enterrando seu meio ambiente.

       Enquanto o Brasil não tiver políticas públicas e um Ministro do Meio Ambiente que realmente defenda o Meio Ambiente, continuaremos a ver a destruição em massa dos biomas brasileiros, o extermínio da fauna e da flora, a aniquilação dos indígenas, o arruinamento dos ribeirinhos e, em pouco tempo, a desertificação da natureza do país. Hoje o Pantanal queima, está em chamas, onde será amanhã?

Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...