sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

De volta às trevas: jamais!



        O Brasil está vivenciando um momento preocupante: um iminente retorno às trevas. Querem calar a boca da imprensa, a censura jornalística e acabar com a liberdade e a democracia. Essa tentativa de golpe é um retrocesso e inadmissível. Todos devem lutar para que a censura não seja restaurada, porque a liberdade é um direito, garantido pela Constituição Federal e pela Declaração dos Direitos Humanos. 
        De início, vale ressaltar que em vários períodos da história, a imprensa sofreu sérios danos com a censura e quem paga a conta é o cidadão. Todo indivíduo tem o direito e o dever de saber as notícias, principalmente, de acompanhar as atividades governamentais, das menores às mais impactantes e significativas. Não existe democracia com silêncio e omissão. 
         De acordo com os dados do Relatório da Violência contra Jornalistas e liberdade de imprensa – 2019, realizado pela FENAJ-Federação Nacional dos Jornalistas- o número de casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas chegou a um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior.  “Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos (58,17% do total) de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas, totalizando 121 ocorrências.”
      Sobre os dados divulgados no relatório, 60% dos atos violentos foram feitos pelo presidente da República, pois este não respeita ninguém, não respeita profissionais de diversas áreas, principalmente jornalistas. Para o presidente, “imprensa boa é aquela que está de acordo com o meu governo.” 
      O que o presidente não entende é que a falta da liberdade de expressão é uma forma violenta de calar o povo e esconder os problemas do seu país como desemprego, corrupção, pobreza, desmatamento, violência e muitos outros.
        Portanto não se deve fechar os olhos para essa situação. A maior autoridade do país, o presidente, que tem o poder em suas mãos e um microfone na sua boca, deve usar os meios que detém com respeito ao povo brasileiro, usar o poder que tem para unir, falar a verdade, respeitar as pessoas, dar exemplo de cidadania e civilidade. É o mínimo que se espera de um presidente que deve respeitar o povo brasileiro e a imprensa de seu país.
   

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Como o mundo se desenvolve? Parte II

Como todos sabem, a evolução humana é tão necessária quanto o ar que respiramos. E é a partir da angústia do homem que ele sente a necessidade de mudança e de busca constante. Sendo membros de um planeta, todos nós devemos contribuir com um mundo melhor para se viver e para todos, sem distinção.
           Sendo assim, os homens se desenvolvem e melhoram o mundo  convivendo com a diversidade, aceitando e respeitando as diferenças, sejam elas de cunho político, religioso, cultural e ideológico. É míster viver e interagir com quem é diferente: pensa, sorri, trabalha, chora, veste-se e vive diferente.
     Precisamos evitar o desperdício e usar somente o necessário. Cuidar da nossa mãe Terra, sendo consumidores conscientes e sustentáveis. Não há desenvolvimento verdadeiro sem sustentabilidade e sem respeito ao meio ambiente.  
         Devemos ensinar às crianças a cuidarem do Planeta, preservando a natureza. Mas para isso é preciso de dar exemplos, conforme disse Nelson Mandela, que o exemplo tem mais força que as palavras. Ensina-se a respeitar, respeitando; ensina-se a cuidar do lixo, cuidando dele. Assim evoluímos e garantiremos um futuro melhor para todos.
     Além disso, precisamos ser solidários, melhorar a vida do outro, ajudar quem precisa, que seja com material, ou com serviço, ou com uma palavra amiga, ou com afeto ou até uma oração. Também Mandela afirma que:”Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”.  Então devemos, sim, melhorar a vida de alguém e contribuir com um mundo melhor, sem fome , sem miséria, sem injustiça. 
          Dessa forma, nos desenvolvemos e continuamos a caminhar juntos.

Como o mundo se desenvolve? Parte I



           Graças ao desejo de evoluir, o homem, ao longo de sua história, modificou sua vida, inventou, criou, reformulou milhares de ideias que favoreceram o desenvolvimento mundial. Mas, na contemporaneidade, com tanto avanço científico, a humanidade continua crescendo e evoluindo?
         Primeiro, é preciso pensar em evoluir; no entanto, em princípio, a verdadeira evolução é aquela que ocorre na sua vida pessoal e que, consequentemente, atinge também aqueles que estão ao seu redor, ou seja, todos se desenvolvem juntos. Esse preceito significa pensar no bem comum e na coletividade, por meio do pensamento em longo prazo e de ações altruístas tão necessárias nos dias atuais. Tal procedimento tem como objetivo atingir o pleno desenvolvimento humano, de modo integral e efetivo, o resto é consequência.
        Além disso,  o desenvolvimento interior, por muitas vezes, se apraz na conquista coletiva, no desenvolvimento da humanidade. Portanto, diante dessa perspectiva, é preciso desenvolver habilidades de empatia, de respeito ao próximo e ao meio ambiente, de solidariedade, de ações voluntárias, da cultura de paz e de atitudes éticas. Dessa forma cada indivíduo cresce e o mundo se desenvolve junto dele , buscando sempre a igualdade e a equidade.


domingo, 22 de dezembro de 2019

Então é Natal!



          Mais um fim de ano, mais um Natal. Data celebrativa e de grande significado para a maior parte da população mundial. Dia de celebrar o nascimento de Cristo, de relembrar nossas crenças e de viver verdadeiramente na cultura da paz e da solidariedade.
         Inicialmente, vários são os símbolos do natal: a árvore, os enfeites, os presentes, o presépio e o Papai Noel. Cada um tem seus significados e origem, mas um, de modo especial, instiga a imaginação de crianças e adultos: o Papai Noel, afinal, ele existe?
         Historicamente, o Noel existiu sim, há várias explicações sobre sua existência, no entanto, uma que mais se aproxima do espírito natalino é que o Papai Noel seria o Santo Nicolau de Mira, que foi um bispo grego do século IV d.C.. Era costume desse santo, que veio de família riquíssima, dar presentes. Ele era pacífico, bondoso e amigável com crianças. Durante a Idade Média ele foi nomeado como santo da Igreja e sua ação tão nobre é lembrada até hoje. 
        Portanto vale dizer que o maior significado é que haja a reunião da família, com alegria, amor, paz e harmonia, porque esses são os verdadeiros ingredientes essenciais do Natal.
        O natal deve ser comemorado com quem se deseja bem e se ama. Os melhores presentes devem vir em forma de carinho, amor, saúde e paz. E que o exemplo do Papai Noel, de solidariedade, paz e amor, seja exercido por todos nós, fazendo o bem para todos, especialmente, para os mais necessitados.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Massacre em Paraisópolis

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        Até quando a violência vai imperar e continuar tirando a vida dos jovens brasileiros? Em Paraisópolis, São Paulo, num fim de semana, uma ação truculenta da polícia matou 9 jovens num baile funk e vários outros sofreram golpes violentos de policiais. Há muitos vídeos circulando na internet, comprovando os fatos. O que se questiona é: esse tipo de ação militar aconteceria da mesma forma se fosse num ambiente frequentado por cidadãos com melhores condições socioeconômicas? Essa ação violenta resolve o que? E a imagem de policiais honestos e de bem, onde vai parar?
        É preciso relembrar que atitudes violentas de policiais não acontecem apenas nas favelas ou em bailes funk. É comum se ver cenas de militares batendo em ambulantes ou destruindo suas barracas, alguns agridem com socos, pontapés e até coronhadas em ações rotineiras como ocorreu numa blitz, em que dois jovens em uma  moto foram brutalmente agredidos por policiais, mesmo os meninos não tendo feito nada de errado. 
     Também não se pode esquecer os diversos massacres e tiroteios completamente insanos contra possíveis suspeitos e quando se vê, é claro, depois que já matou, famílias inteiras foram assassinadas “por engano”. Além disso, a legitimação que se dá às chacinas aumenta absurdamente os erros nas abordagens policiais e o medo continua. 
    Diante dessa situação, a polícia, que deve proteger, passa a ser vista como inimigo do pobre, do negro, do favelado, dos gays, etc.. Nesse sentido, percebe-se que tem algo de errado nisso. Por que temos tanto equívocos nas mortes dos menos favorecidos? 
      Obviamente que se deve deixar claro que há profissionais cruéis, desonestos, maus em toda e qualquer profissão, assim não se pode nunca generalizar dizendo que toda a polícia brasileira é semelhante ao bandido, temos trabalhadores que cuidam da segurança da cidade com presteza, respeito e dignidade. 
       Portanto precisa-se, urgentemente, em todo o país, rever as ações da polícia, o tipo de abordagem adotada a fim de se evitar enganos, violência e o pior, de matar gente inocente. O que aconteceu em Paraisópolis não foi um acidente, foi um genocídio. Se esses jovens estivessem numa boate cara ou numa “rave” superchique eles teriam morrido? Acho que não. Lamentavelmente, o preconceito e a intolerância generalizados são grandes motivos de tanta violência. 

sábado, 23 de novembro de 2019

Consciência Negra, sim!

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         Nesta semana, voltando de um encontro educacional em São Paulo, escutei de um passageiro a seguinte frase:”Papai, por que a maioria das pessoas pobres que conheço tem a pele escura “? Essa foi a pergunta que Anna Vitória, de cinco aninhos, fez a seu pai. A princípio, parece uma simples pergunta de criança, mas quando nos pomos a refletir, percebemos o quanto essa pergunta é forte e sua resposta não é fácil de ser dita, principalmente para uma criança.
       Esta é uma semana reservada a refletir sobre o racismo, especialmente no Brasil. Portanto, para que o processo de reflexão seja exitoso, é preciso saber por que estamos, em pleno século XXI, discutindo um assunto que nem deveria mais estar em pauta. 
       Primeiro, o racismo existe e ganha força à medida que ganha espaço em discursos racistas de políticos poderosos, que deveriam usar o poder que têm para erradicar todo o tipo de violência. Na verdade, discursos assim contribuem para que preconceituosos sintam-se à vontade para espalhar toda sua intolerância, descabida, contra negros, pobres e homossexuais. 
       Segundo, é necessário saber que o Dia da Consciência Negra existe porque não há consciência do branco que, em sua maioria, sente-se superior aos outros, o que é desprezível. Além disso, basta consultar o Mapa da Violência, 2018, em que os números não deixam mentir: morrem mais negros do que brancos, simplesmente por sua cor de pele. 
       Portanto, gostaria muito de responder à pequena Anna Vitória que não existe racismo, que todos são iguais, mas estaria mentindo. Então é necessário que a família ensine a seus filhos a amar e respeitar o próximo, independentemente de cor, raça, religião, gênero ou condição socioeconômica. “Enquanto a cor  da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”, Haile Selassie. 

Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...