quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Uma nova frase




      O último discurso polêmico do atual governo federal causou revolta em muitos brasileiros: todas as escolas devem cantar o hino nacional e falar em alto e bom tom o lema da campanha, além disso devem filmar e postar. O problema não é cantar o Hino Nacional, até por que isso ainda ocorre na maioria das escolas, o impasse está em obrigar, em registrar, em doutrinar. Aliás, até então não se desejava a escola sem partido? 
      É importante reafirmar que cantar o Hino Nacional não envergonha ninguém, nem deixar de cantá-lo significa menos amor a sua pátria.  Muitos brasileiros até sabem de cor a letra do hino nacional do Brasil que foi composto por Francisco Manuel da Silva, embora o responsável pelas palavras que são cantadas (poesia) tenha sido o poeta Joaquim Osório Duque Estrada.
            Desse modo, o maior impasse está em se preocupar de mais com o que é simbólico e de menos com o que é  mais importante: melhoria da escolas,  condições dignas de trabalho do professor, merendas escolares de qualidade, melhoria da infraestrutura das escolas de modo a ter o ensino de qualidade para formar a sociedade com cidadãos reflexivos,  que exerceram sua cidadania não por meio do hino nacional, mas sim por atitudes coletivas que contribua para um pais digno. 
          Diante do apresentado, urge não deixar que a supremacia ariana de Hitler seja revivida no Brasil. Assim, o que faz o cidadão ser patriota é ter orgulho de ser brasileiro e de suas origens, sendo necessário que haja uma reeducação por parte dos indivíduos tendo como principais exemplos seus líderes, com atitudes inclusivas, respeitosas para todo e qualquer cidadão. Dessa forma, poderá ser feita uma nova frase baseada no “ame-o ou deixe-o” presente no período ditatorial no Brasil, que se transformaria em “ame-o e respeite” a nação brasileira.

Os dois lados do desarmamento




    Atualmente, no Brasil, um dos assuntos mais debatidos pela população é sobre o desarmamento. Se pensarmos sobre essa discussão, encontramos lados positivos e negativos, mas o que pode acontecer se ocorrer essa liberação ?
    Inicialmente, o Estatuto do Desarmamento é uma lei Federal que entrou em vigor no ano de 2003, criada pelo ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei proíbe a venda de armas de fogo e munições aos civis, e em alguns casos, onde se é necessário ter uma arma, o indivíduo deverá comprovar essa sua necessidade.
    Primeiramente, o desarmamento tem o lado negativo, porque se deve colocar em mente que uma arma pode fazer uma pessoa se sentir mais segura, e ter a consciência de que se algo lhe acontecer, poderá se defender, pois em um país tão cheio de roubo, nós precisamos de algum método de segurança. É este argumento equivocado sobre a proteção que leva vários cidadãos a apoiarem o armamento.
    Por outro lado, há diversos perigos se ocorrer a legalização das armas de fogo. Por exemplo, se a liberação de armas a  toda população realmente ocorrer, poderiam colocar um poder de fogo em mãos erradas, de pessoas que não saberiam usá-la, assim, talvez, aumento os números de mortos, já que, no país, mesmo sem esse direito, o brasileiro é um dos que mais mata com armas de fogo, fato comprovado pelo Mapa da Violência.
    Esse assunto deve ser bastante discutido e analisado, pois, por mas que a ideia do armamento tenha um bom objetivo; que é aumentar as chances de defesa e diminuir os homicídios e roubos, a ideia pode falhar. Mesmo com testes psicológicos, há sempre quem consegue burlar a lei.
        Para que ocorra essa liberação, deve ser necessário conscientizar a população, dando dicas e palestras de como usar uma arma para a proteção, e verificar se o indivíduo apresenta um distúrbio mental ou emocional, pois esses fatores, são um dos perigos do armamento. Além disso, o armamento vai contra todos os acordos de paz que tem sido propostos ao longo dos anos. O brasileiro não sabe ainda nem usar o diálogo para buscar a paz e a união, imagine se tiver uma arma na mão?

Só Poesia - Homenagem para os avós!



Homenagem do Dia do Escritor


25 de julho- Dia Nacional o escritor


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A Educação em números




A preocupação com o alto índice de jovens fora da escola e de crianças sem creches vem se mostrando um óbice para a sociedade brasileira. Nesta semana, o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou os dados da última pesquisa e revelou números altíssimos da desordem na educação brasileira. Conforme afirmou Sam Nujona: “A educação deve ser a prioridade de todas as prioridades “, e isso não é o que está acontecendo no país.
Atualmente, nos anos de 2019, a piora das taxas de escolarização e o aumento vertiginoso da evasão escolar, observados pelas pesquisas, demonstram a relevância de se debater os efeitos negativos do atraso na educação. Esse retardamento no sistema educacional brasileiro pode ter sido provocado pelo crescimento descontrolado de jovens fora do ensino médio, oriundos, muitas vezes, do atraso escolar(em relação idade/série), especialmente, entre jovens menos favorecidos, e pela falta de projetos educacionais que incentivem a sua permanência na escola.
Segundo dados divulgados pelo IBGE, em 2018, somente 16,5% dos jovens concluíram o Ensino Superior; no Ensino Médio, 30,7% dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos estão atrasados ou fora da escola; no Ensino Fundamental, 13,3% de adolescentes entre 11 e 14 anos estão atrasados ou fora da escola; e chega a 11,3 milhões o número de analfabetos. Os piores índices se concentram no Nordeste, seguido do Norte. Essa realidade torna evidente a necessidade de se pensar em medidas que tenham por objetivo deter tais números desordenadas e assegurar a educação de qualidade para todos.
Outrossim, merecem destaque os objetivos do PNE (Plano Nacional de Educação), que têm metas a serem atingidas a fim de reduzir esses distúrbios e os graves impactos educacionais como evasão, falta de vagas, distorção entre idade/série. No entanto a demora da prática de tais objetivos contribui com o aumento desses números e a resolução desse empecilho parece estar bem longe.
Por tudo isso, a fim de reduzir esses danos educacionais, os Governos Federal, Estadual e Municipal devem adotar medidas urgentes para modificarem o quadro caótico em que se encontra a nossa educação, investindo em ações pontuais, na distribuição de verbas, na ampliação de oferta de vagas em creches para as crianças e na educação para todos, conforme foi estabelecido nas Oito metas do Milênio, pela ONU - Organização das Nações Unidas. Os governos devem, sobretudo, colocar em prática as metas estabelecidas pelo PNE. Além disso, é preciso despertar o interesse de todos da sociedade a importância da educação e inspirar nos jovens a vontade de estudar. E conforme salientou San Nujoma, enquanto a educação não for prioridade, nenhuma nação vai para frente.

domingo, 19 de maio de 2019

Cotas para negros nas universidades: uma ação necessária?




Há 131 anos o Brasil se libertou da escravidão, por meio da Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888, a qual pôs ponto final a uma das maiores tragédias da humanidade e da história do país: a escravidão. A lei da Abolição da Escravatura foi assinada por Dona Isabel, a princesa imperial do Brasil. No entanto, ainda se veem os resquícios dessa crueldade nos tempos atuais, visto que a discriminação racial ainda persiste e pode ser percebida em diversos contextos da sociedade como nas ruas, no trabalho, nos estádios de futebol, no cinema e em outros tantos segmentos.
É preciso ressaltar que a discriminação racial existe em quase todo o mundo e ainda persiste até hoje, hajam vistas as manifestações contrárias às cotas para negros para ingresso na universidade. Trata-se de uma ação afirmativa, recurso previsto na Constituição Federal, o que comprova a licitude das cotas para essa parcela social dos brasileiros. É preciso ressaltar que as cotas não são relativas à capacidade intelectual, mas, sim, como forma de correção dos erros cometidos no passado contra os negros. Desse modo, esse tipo de ação afirmativa é necessária e ainda está longe de retificar os crimes raciais e seus impactos causados a várias gerações e descendentes dos negros que foram, severamente, excluídos da sociedade.
           O preconceito e a segregação racial é inadmissível e a luta é antiga, Nos anos de 1960,  em Joanesburgo, na África do Sul, quase 20.000 pessoas protestaram contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a usar um cartão que apontava os locais onde a sua circulação era permitida, durante o regime de apartheid. Esse regime, que cerceava os direitos humanos e perdurou por anos, encerrando-se em 1994. 
          Ademais, hoje, não existem regimes contra o negro, pelo menos no papel. Mas os resquícios dessa segregação resistem e a discriminação ocorre diariamente. A mídia mostra esses casos quando ocorrem com famosos, no entanto não apresentam à população as injúrias e os crimes que acontecem corriqueiramente com pessoas comuns. Agora, com a limitação de verbas para as universidades, as cotas correm o risco de serem erradicadas e, consequentemente, poderá prejudicar milhares de estudantes brasileiros, que estão em busca de oportunidades
         Além disso, a televisão e o cinema são, prioritariamente, "branca". Isso não tem como refutar. Apresentadores de telejornais, elenco da novela e vários outros tipos de entretenimento são formados, em sua maioria, por pessoas brancas. Nas novelas o negro é a empregada, o motorista; no cinema a negra é a dama de companhia da princesa. Isso mostra que o regime do apartheid e de segregação ainda resiste.
             . Não se pode, portanto, afirmar que a discriminação racial não existe. Todos temos sangue negro correndo em nossas veias. É preciso mitigar a ideia de respeito e de igualdade entre os homens. A conscientização de que o preconceito é uma ignorância é necessária. Está comprovado cientificamente de que não existe raça pura e esse conceito de raça é ineficiente e ultrapassado para classificar os seres humanos. Desse modo, a cota para negros nas universidades é uma ação necessária e deve ser preservada para o bem de toda a coletividade.


Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...