quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Os dois lados do desarmamento




    Atualmente, no Brasil, um dos assuntos mais debatidos pela população é sobre o desarmamento. Se pensarmos sobre essa discussão, encontramos lados positivos e negativos, mas o que pode acontecer se ocorrer essa liberação ?
    Inicialmente, o Estatuto do Desarmamento é uma lei Federal que entrou em vigor no ano de 2003, criada pelo ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei proíbe a venda de armas de fogo e munições aos civis, e em alguns casos, onde se é necessário ter uma arma, o indivíduo deverá comprovar essa sua necessidade.
    Primeiramente, o desarmamento tem o lado negativo, porque se deve colocar em mente que uma arma pode fazer uma pessoa se sentir mais segura, e ter a consciência de que se algo lhe acontecer, poderá se defender, pois em um país tão cheio de roubo, nós precisamos de algum método de segurança. É este argumento equivocado sobre a proteção que leva vários cidadãos a apoiarem o armamento.
    Por outro lado, há diversos perigos se ocorrer a legalização das armas de fogo. Por exemplo, se a liberação de armas a  toda população realmente ocorrer, poderiam colocar um poder de fogo em mãos erradas, de pessoas que não saberiam usá-la, assim, talvez, aumento os números de mortos, já que, no país, mesmo sem esse direito, o brasileiro é um dos que mais mata com armas de fogo, fato comprovado pelo Mapa da Violência.
    Esse assunto deve ser bastante discutido e analisado, pois, por mas que a ideia do armamento tenha um bom objetivo; que é aumentar as chances de defesa e diminuir os homicídios e roubos, a ideia pode falhar. Mesmo com testes psicológicos, há sempre quem consegue burlar a lei.
        Para que ocorra essa liberação, deve ser necessário conscientizar a população, dando dicas e palestras de como usar uma arma para a proteção, e verificar se o indivíduo apresenta um distúrbio mental ou emocional, pois esses fatores, são um dos perigos do armamento. Além disso, o armamento vai contra todos os acordos de paz que tem sido propostos ao longo dos anos. O brasileiro não sabe ainda nem usar o diálogo para buscar a paz e a união, imagine se tiver uma arma na mão?

Só Poesia - Homenagem para os avós!



Homenagem do Dia do Escritor


25 de julho- Dia Nacional o escritor


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A Educação em números




A preocupação com o alto índice de jovens fora da escola e de crianças sem creches vem se mostrando um óbice para a sociedade brasileira. Nesta semana, o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou os dados da última pesquisa e revelou números altíssimos da desordem na educação brasileira. Conforme afirmou Sam Nujona: “A educação deve ser a prioridade de todas as prioridades “, e isso não é o que está acontecendo no país.
Atualmente, nos anos de 2019, a piora das taxas de escolarização e o aumento vertiginoso da evasão escolar, observados pelas pesquisas, demonstram a relevância de se debater os efeitos negativos do atraso na educação. Esse retardamento no sistema educacional brasileiro pode ter sido provocado pelo crescimento descontrolado de jovens fora do ensino médio, oriundos, muitas vezes, do atraso escolar(em relação idade/série), especialmente, entre jovens menos favorecidos, e pela falta de projetos educacionais que incentivem a sua permanência na escola.
Segundo dados divulgados pelo IBGE, em 2018, somente 16,5% dos jovens concluíram o Ensino Superior; no Ensino Médio, 30,7% dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos estão atrasados ou fora da escola; no Ensino Fundamental, 13,3% de adolescentes entre 11 e 14 anos estão atrasados ou fora da escola; e chega a 11,3 milhões o número de analfabetos. Os piores índices se concentram no Nordeste, seguido do Norte. Essa realidade torna evidente a necessidade de se pensar em medidas que tenham por objetivo deter tais números desordenadas e assegurar a educação de qualidade para todos.
Outrossim, merecem destaque os objetivos do PNE (Plano Nacional de Educação), que têm metas a serem atingidas a fim de reduzir esses distúrbios e os graves impactos educacionais como evasão, falta de vagas, distorção entre idade/série. No entanto a demora da prática de tais objetivos contribui com o aumento desses números e a resolução desse empecilho parece estar bem longe.
Por tudo isso, a fim de reduzir esses danos educacionais, os Governos Federal, Estadual e Municipal devem adotar medidas urgentes para modificarem o quadro caótico em que se encontra a nossa educação, investindo em ações pontuais, na distribuição de verbas, na ampliação de oferta de vagas em creches para as crianças e na educação para todos, conforme foi estabelecido nas Oito metas do Milênio, pela ONU - Organização das Nações Unidas. Os governos devem, sobretudo, colocar em prática as metas estabelecidas pelo PNE. Além disso, é preciso despertar o interesse de todos da sociedade a importância da educação e inspirar nos jovens a vontade de estudar. E conforme salientou San Nujoma, enquanto a educação não for prioridade, nenhuma nação vai para frente.

domingo, 19 de maio de 2019

Cotas para negros nas universidades: uma ação necessária?




Há 131 anos o Brasil se libertou da escravidão, por meio da Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888, a qual pôs ponto final a uma das maiores tragédias da humanidade e da história do país: a escravidão. A lei da Abolição da Escravatura foi assinada por Dona Isabel, a princesa imperial do Brasil. No entanto, ainda se veem os resquícios dessa crueldade nos tempos atuais, visto que a discriminação racial ainda persiste e pode ser percebida em diversos contextos da sociedade como nas ruas, no trabalho, nos estádios de futebol, no cinema e em outros tantos segmentos.
É preciso ressaltar que a discriminação racial existe em quase todo o mundo e ainda persiste até hoje, hajam vistas as manifestações contrárias às cotas para negros para ingresso na universidade. Trata-se de uma ação afirmativa, recurso previsto na Constituição Federal, o que comprova a licitude das cotas para essa parcela social dos brasileiros. É preciso ressaltar que as cotas não são relativas à capacidade intelectual, mas, sim, como forma de correção dos erros cometidos no passado contra os negros. Desse modo, esse tipo de ação afirmativa é necessária e ainda está longe de retificar os crimes raciais e seus impactos causados a várias gerações e descendentes dos negros que foram, severamente, excluídos da sociedade.
           O preconceito e a segregação racial é inadmissível e a luta é antiga, Nos anos de 1960,  em Joanesburgo, na África do Sul, quase 20.000 pessoas protestaram contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a usar um cartão que apontava os locais onde a sua circulação era permitida, durante o regime de apartheid. Esse regime, que cerceava os direitos humanos e perdurou por anos, encerrando-se em 1994. 
          Ademais, hoje, não existem regimes contra o negro, pelo menos no papel. Mas os resquícios dessa segregação resistem e a discriminação ocorre diariamente. A mídia mostra esses casos quando ocorrem com famosos, no entanto não apresentam à população as injúrias e os crimes que acontecem corriqueiramente com pessoas comuns. Agora, com a limitação de verbas para as universidades, as cotas correm o risco de serem erradicadas e, consequentemente, poderá prejudicar milhares de estudantes brasileiros, que estão em busca de oportunidades
         Além disso, a televisão e o cinema são, prioritariamente, "branca". Isso não tem como refutar. Apresentadores de telejornais, elenco da novela e vários outros tipos de entretenimento são formados, em sua maioria, por pessoas brancas. Nas novelas o negro é a empregada, o motorista; no cinema a negra é a dama de companhia da princesa. Isso mostra que o regime do apartheid e de segregação ainda resiste.
             . Não se pode, portanto, afirmar que a discriminação racial não existe. Todos temos sangue negro correndo em nossas veias. É preciso mitigar a ideia de respeito e de igualdade entre os homens. A conscientização de que o preconceito é uma ignorância é necessária. Está comprovado cientificamente de que não existe raça pura e esse conceito de raça é ineficiente e ultrapassado para classificar os seres humanos. Desse modo, a cota para negros nas universidades é uma ação necessária e deve ser preservada para o bem de toda a coletividade.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Arma ou livro na mão?


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O Brasil segue um caminho contraditório e belicoso ao adotar medidas drásticas em diversas áreas: de um lado cortam-se verbas da Educação em vez de alocar recursos para investimento; do outro lado, cria decretos para facilitar a compra de armas de fogo, indo na contramão, já que campanhas pelo desarmamento têm se intensificado no mundo todo em busca de uma cultura da paz. Diante de tanta contradição, o que se pode esperar de um país que coloca arma na mão e tira a esperança de se crescer por meio da educação?
Primeiramente, é preciso saber que no início deste mês, um novo e desnecessário decreto foi implantado, sem ao menos consultar o Ministro da Justiça e Segurança Pública, modificando as regras para o porte e a posse de armas de fogo, de aquisição de munição e de armamento. Essa iniciativa, do ponto de vista de estudiosos no assunto, facilitará ainda mais a ação de criminosos, das milícias urbanas e rurais. Trata-se de uma “carta de alforria” para os algozes que negociam a morte e para os “valentões de plantão”, que vilipendiam as mulheres. Agora, com arma na mão, o número de feminicídio só tende a subir, infelizmente.
De acordo com o presidente, várias categorias não precisam "demonstrar a sua efetiva necessidade de portar a arma de fogo, por exercício de atividade profissional ou de ameaça à sua integridade física", critério previsto na lei 10.826/2003. Entre eles estão caminhoneiros, conselheiros tutelares, políticos, residentes de áreas rurais e agentes de forças de segurança da ativa e de inativos.
Deve-se considerar que tal medida é desastrosa e pode trazer consequências irreversíveis para a nação, que está necessitada de ações que estimulem a economia, garantindo o emprego; a sociedade requer medidas que melhorem a qualidade de vida, da saúde, da segurança, do esporte, do lazer, da educação, da moradia, dos programas habitacionais, das estradas entre tantas outras necessidades reais.
Além de tudo isso, o brasileiro assiste, passivamente, ao desmanche de programas sociais e, principalmente, ao desmantelamento das conquistas educacionais. Nunca se deve tirar da educação; ao contrário, na educação todo investimento é pouco. O Brasil é referência em pesquisas científicas e as universidades federais não somente formam milhares de alunos, como também formam pesquisadoras, além de atenderem à comunidade que as circundam com serviços básicos que, cortados, farão muita falta à parcela social mais pobre. O país é respeitado por ser pioneiro na luta ao combate à Aids, no tratamento de câncer. E agora? O que vai oferecer? Apontar arminha? Não. Vai apontar armas de verdade. Enquanto deveria estar investindo nas áreas de formação humana para garantir um futuro melhor e de paz. Enquanto isso, provavelmente, o famoso "kit gay" já deve ter sido retirado das escolas.
Portanto com tamanha contradição das medidas tomadas, não se pode esperar muito de um país que mais valoriza a violência, colocando a arma na mão como justificativa para diminuir a criminalidade. Não dá para confiar em ações que tiram do povo a esperança de se crescer por meio da educação. Conforme afirmou Monteiro Lobato: “um país se faz com homens e livros”, então o caminho é a educação. Mas o brasileiro é forte e deve acordar em tempo hábil a fim de defender a vida, a educação e, sobretudo, a paz.





Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...