terça-feira, 16 de abril de 2019

Só Poesia- Sentimento - Maria Elisa


Os perigos da má alimentação


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É alarmante e perceptível como a má alimentação tem acarretado um crescente número de doenças em todo o mundo, inclusive no Brasil. Entre as patologias que mais se destacam estão a obesidade, a depressão, o câncer, diabetes e as doenças cardiovasculares. Essas enfermidades são consideradas um grande mal deste século.
Segundo dados publicados na Revista Lancet -2019- a má alimentação afeta pessoas de diferentes idades, gênero e classe social, acarretando inúmeras patologias que pioram a situação.  Os pesquisadores afirmam que se trata de um desafio maior do que se pode imaginar, chegam a afirmar que alimentar-se mal mata mais que o cigarro.
Pode-se dizer que se trata de uma cultura alienada, imediatista e consumista da sociedade contemporânea, que busca por alimentos gordurosos, refrigerantes, produtos industrializados que não contêm substâncias nutritivas e saudáveis, excesso de sódio e de açúcares e ausência de frutas, verduras e legumes. Procuram comidas rápidas que, muitas vezes são preparadas com excesso de gordura e com muito sal.
Outro fato determinante é a falta de tempo adequado entre as refeições e o sono, além de faltar as atividades físicas. O sedentarismo do indivíduo está mais frequente na atualidade, hoje as crianças não brincam, não correm, não queimam caloria; os adultos abandonaram os hábitos saudáveis, não comem nos horários certos, comem tarde da noite, o que agrava ainda mais a saúde e dificulta a digestão e a queima de caloria. Hoje o indivíduo se exercita pouco e está, gradativamente mais obeso. Pode-se imaginar que daqui a alguns anos, a sociedade estará como os personagens do filme “Walle”, em que todos estão deformados pelo estilo de vida.
Portanto é preciso vetar a má alimentação de vez. Para isso cabe ao homem cuidar de si, respeitando os limites do seu corpo, que precisa estar bem para viver bem. O ministério da saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde devem, por meio de ações profiláticas, como palestras, fóruns de discussão, cartilhas educativas, visitar as comunidades e escolas, a fim de levar informação e orientação sobre o assunto e alternativas para melhorar a qualidade de vida, adotando uma boa alimentação. É preciso ter saúde e a má alimentação é um empecilho para se alcançar o bem-estar.

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sábado, 13 de abril de 2019

Consciência política não tem idade

        


     De acordo com Bauman, grande sociólogo polonês, aponta para uma verdade incontestável de que se vive em tempos nos quais a liquidez das relações em contraponto à perda das bases sólidas é a marca da contemporaneidade. Nesse sentido, pode-se dizer que muitas questões derivam desse fato na sociedade contemporânea, sobretudo no que tange à formação integral dos jovens, principalmente na sua formação política com suas possibilidades e seus desafios. 
        De início, é necessário enfatizar que a consciência política da juventude é de suma importância, uma vez o jovem colherá mais informação sobre o que acontece em seu meio, na sua cidade e em seu país, podendo usá-la em causas sociais.
         Em face disso, é interessante observar que o impacto da falta de consciência política, bem como suas possibilidades e desafios, é uma das consequências das relações que permeiam o preconceito de que adolescente e jovens não entendem de política, uma vez que Bauman afirma categoricamente que as ações humanas na pós-modernidade, por não possuírem, muitas vezes, premissa básica, acabam sem um norte ou uma direção adequada. Por relação análoga, pode-se perceber que enquanto não investirem na educação, enquanto não olharem a educação como um investimento, mas sim como um gasto, ainda teremos sujeitos despreparados e que acham que política é para políticos. Não. A política é para todos.
         Nessa esteira de pensamento, Bauman ainda aponta que, no mundo líquido moderno, de fato, a solidez das coisas, tanto quanto a solidez das relações humanas, vem sendo interpretada como uma ameaça. Tal assertiva leva a pensar que é necessário ser resistente à liquidez e buscar formas de agir e isso implicará em uma situação que pode acentuar-se de tal modo, que seu campo de ação chegará a níveis incontornáveis, como pode ser percebido que há milhares de pessoas que mal entendem de política, liberdade de expressão, educação de qualidade e que desejam a perpetuação da ignorância política, pois quanto mais cedo o jovem entender esse assunto, mais ele vai cobrar dos líderes políticos e isso é justamente o que as excelências de países como o Brasil querem.
       Infere-se assim que não se pode perder de vista a seriedade desse impasse e entender que consciência política não tem idade. Quanto mais cedo o sujeito compreender que ele é um ser político e que toda e qualquer decisão é um ato político e traz consequências, mais chances o país terá de ter uma população consciente, reflexiva e ética. É preciso, portanto, buscar forma de resgatar a solidez desses valores. Desse modo, compete a sociedade, seja pela via privada ou pelo poder público, sobretudo, por intermédio do governo, atuar com o executivo de acordo com a constituição visando o bem da sociedade, mostrando o quanto pode ser prejudicial à vida a falta do saber político e de engajamento nas questões sociais. Um saber transformado em ação pode fazer com que esse problema seja ao menos amenizado a curto prazo. Pode parecer limpossível mudar, mas como outro grande sociólogo Max Weber disse: “o homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes não tivesse tentado o impossível”.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Redação Enem 2018





 Produzida pela aluna Yasmin A. Oliveira, 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Águia de Prata


  
Tema: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet




          Historicamente, com a Terceira Revolução Industrial, houve o avanço da tecnologia e ciência possibilitando o desenvolvimento humano e a busca pelo conhecimento. Posteriormente, a criação da internet ocasionou o surgimento de novos paradigmas impulsionando a modificação de outros já existentes no contexto da comunicação e informação. Dessa forma, a Era do Algoritmo, vivenciada no século XXI, trouxe um novo desafio aos indivíduos, visto que, a internet influencia as escolhas desses possibilitando assim, a ilusão da liberdade. Nesse ínterim, urge analisar o contexto para que propostas amenizem o impasse e sejam discutidas visando ao benefício da coletividade.
          A transferência de dados na internet são feitas pelas empresas situadas no Oriente Médio e sul da Ásia, que apresentam a função de controlar as informações a partir do comportamento dos indivíduos. O algoritmo atua como agente imprescindível nas tomadas de tais decisões, com o objetivo de despertar no indivíduo o “fetiche” ao universo cultural criado pelo algoritmo. Dessa forma, segundo o filósofo e sociólogo Karl Marx, o “fetiche” seria o desejo e persuasão juntamente com a alienação, de modo que, as informações na internet podem mudar a maneira dos indivíduos de pensarem e agirem de forma crítica e autônoma.
          Em segundo plano, dados do IBGE comprovam que 65,5% são mulheres que utilizam a internet e 63,8% são homens. De acordo com Karl Marx, a ideologia é uma manipulação feita pela classe dominante que detém o conhecimento para modificar o pensamento de demais grupos e, consequentemente, contribuindo para a ilusão de que os indivíduos tem do controle de dados virtuais. Se a manipulação do comportamento dos usuários continuar, o futuro será funesto, a menos que propostas sejam discutidas e consideradas.
          Infere-se, portanto, que a Era do Algoritmo influencia na escolha e no modo de vida dos indivíduos. Assim, é preciso que haja uma parceria entre o Governo Federal e o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, almejando uma maior fiscalização das notícias controladas pelos algoritmos, de forma a evitar que a informações sejam ocultadas, desconstruindo a ideia de manipulação do comportamento dos indivíduos, para que assim, haja maior estímulo por parte dos indivíduos em não permitirem que a internet influencie todas as escolhas, exercendo pensamentos críticos e visando enfim, os pressupostos da Carta Magna sobre a Dignidade da pessoa humana. Dessa forma, seria possível ver uma mudança significativa e necessária no país. 



 Competência 1.........................................................................160
Competência 2.........................................................................180
Competência 3.........................................................................180
Competência 4.........................................................................200
Competência 5.........................................................................200
Nota: 920

sexta-feira, 22 de março de 2019

Empatia, sentimento escasso


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É lamentável perceber como a sociedade involuiu nos últimos tempos e em diversos sentidos. Hoje, num cenário devastador de violência, em que unir forças dos mais variados setores sociais se torna urgente, veem-se, com maior nitidez nas redes sociais, grupos que disseminam e incentivam a desigualdade, a violência no estilo medieval (olho por olho, dente por dente), declaram que bullying é só uma brincadeira, e muitas manifestações de ódio e discriminação que só aumentam a indiferença e a intolerância. Diante desse cenário desanimador em que nos encontramos, é possível mudar esse contexto?
Primeiramente, é necessário ressaltar as imensuráveis transformações sociais pelas quais a humanidade vem passando. Tais mudanças afetam significativamente uma comunidade, ou seja, tudo se torna diferente: o avanço tecnológico e na medicina, os meios de produção, de mercado e de trabalho, o modelo familiar, as formas de enxergar o mundo e, sobretudo, o reconhecimento dessas modificações.
Nesse ínterim, é preciso constatar que não se vive mais do mesmo modo como viveram antigas gerações, como os pais e avós. Não dá mais para continuar repetindo a mesma frase: “na minha época não era assim”, “no meu tempo as coisas eram diferentes”, “essa é uma geração ‘mimimi’, geração ‘nutela’”. A época é o agora. Esses jargões saudosistas, carregados de estereótipos, preconceito e incompreensão da realidade, demonstram falta de conhecimento das mudanças e, consequentemente, torna o ser humano preconceituoso e insensível ao sentimento alheio, às causas humanitárias, às demandas e necessidades de outrem. Resumindo, sujeitos desse tipo demonstram o tamanho da sua ignorância e do seu preconceito.
Para ilustrar, não precisa ir muito longe, basta acessar as redes sociais e encontrar postagens como “quem era essa tal de Marielle”, “tem que acabar com os direitos humanos”, “na minha época a gente podia xingar todo mundo, chamar de Olívia Palito, bolo fofo”; “se meu filho apanhar na rua e não revidar, ele apanha de novo quando chegar em casa”.
O que está acontecendo com essa sociedade que dissemina pequenas violências sem ter noção das consequências? O mundo mudou e precisa de EMPATIA. Essa geração é diferente e deve ser levada à reflexão e à conscientização, e não discriminada. Precisam é de atenção, oportunidade, estrutura familiar e educação.
Não se conhece e nem se tem condição de conhecer todos os líderes que existem mundo afora, que assumem alguma liderança e lutam pelos direitos daqueles que não têm voz. Se não se conhece, leia, pesquise, conheça, antes de sair condenando e espalhando indiferença e é preciso sim, saber quem mandou matar a vereadora e o seu motorista. Se alguma pessoa não saiu magoado quando sofreu bullying, que maravilha! Pena que nem todo mundo é assim, nem todos reagem da mesma forma e bullying não é brincadeira, é violência sim. Nem todos conheciam Jorge Mario Bergoglio, até ele se tornar o 266º Papa da Igreja Católica e atual Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano, o simpático Papa Francisco. Portanto, para mudar essa realidade, o conhecimento e a empatia são as maiores ferramentas que o ser humano pode ter para enxergar que nenhum tipo de violência vale a pena.


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quinta-feira, 7 de março de 2019

Políticas Públicas na Campanha da Fraternidade 2019


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Em todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB-lança a Campanha da Fraternidade – CF – e em 2019, o tema é: “Fraternidade e Políticas Públicas”, cujo lema é “Serás libertado pelo direito e pela justiça - (Is 1,27)". Desse modo, a campanha, que é uma ação vinda da Igreja católica com cunho ecumênico, tem o objetivo de chamar a atenção de todos os cidadãos para ações e programas que devem garantir os direitos humanos. Para esta causa, a participação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi fundamental, uma vez que a procuradora legitima, segundo a Lei, a reflexão sobre a responsabilidade de cada um, especialmente dos políticos, que devem se libertar do maior mal da categoria: a corrupção.
De início, é importante salientar que há uma necessidade não só no Brasil, mas principalmente nos países emergentes e subdesenvolvidos, a implementação e a implantação de políticas públicas que estimulem e alcancem a igualdade, a liberdade e a condição de vida digna para todo cidadão. O Papa Francisco, o qual tem despertado o carinho e a atenção de muitos povos, não apenas de cristãos, inclusive de ateus, afirmou: “Todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição”. Isso pode significar que todo o ser humano tem condição de viver bem, em abundância, com qualidade de vida, com deveres e direitos protegidos, com equidade e dignidade humana, portanto, para isso, é necessário aplicação de políticas públicas voltadas com esse intuito.
É preciso enfatizar que as Políticas públicas tratam-se de conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas e implementadas pelo Estado direta ou indiretamente. Este conjunto deve contar com a participação de órgãos públicos e/ou privados, e ambos devem visar à seguridade de determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. Dessa forma, as políticas públicas correlacionam-se a direitos assegurados pela Constituição Federal ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.
Neste sentido, com o intuito de melhor entender o objetivo das políticas públicas como escolha do tema da CF, pode-se exemplificar quando uma certa categoria ou um seguimento da sociedade começa a sofrer com as mazelas do poder público ou com o preconceito e exclusão da própria sociedade, é preciso, então, repensar, criar, implementar e implantar diversas ações que objetivem exterminar tal problemática e garantir os direitos humanos, como, por exemplo, a violência que as mulheres vêm sofrendo ao longo de décadas; a desigualdade de gênero; a violência doméstica, entre tantos outros percalços que devem ser banidos para se alcançar a dignidade humana.
Por conseguinte, para que tantos problemas sociais possam ser dissipados, a fim de se alcançar, com plenitude, os Direitos Humanos, por meio de direitos e da justiça, faz-se necessário que os governos, em parceria com toda a sociedade civil e jurídica, além de escolas, universidades, igrejas, ong’s e a sociedade como um todo, façam valer os preceitos da Constituição Federal, da Declaração dos Direitos Humanos e por meio delas garantir a igualdade, a liberdade, a cidadania, e a vida em abundancia de todo e qualquer cidadão revestido da sua dignidade humana. Só assim, pode-se esperar um mundo mais igualitário, sem ódio e mesquinharia.




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domingo, 3 de março de 2019

Uma nova frase

Uma nova frase 

       O último discurso polêmico do atual governo federal causou revolta em muitos brasileiros: todas as escolas devem cantar o hino nacional e falar em alto e bom tom o lema da campanha, além disso devem filmar e postar. O problema não é cantar o Hino Nacional, até por que isso ainda ocorre na maioria das escolas, o impasse está em obrigar, em registrar, em doutrinar. Aliás, até tentão não se desejava a escola sem partido? 
       É importante reafirmar que cantar o Hino Nacional não envergonha ninguém, nem deixar de cantá-lo significa menos amor a sua pátria.  Muitos brasileiros até sabem de cor a letra do hino nacional do Brasil que foi composto por Francisco Manuel da Silva, embora o responsável pelas palavras que são cantadas (poesia) tenha sido o poeta Joaquim Osório Duque Estrada.
             Desse modo, o maior impasse está em se preocupar de mais com o que é simbólico e de menos com o que é  mais importante: melhoria da escolas,  condições dignas de trabalho do professor, merendas escolares de qualidade, melhoria da infraestrutura das escolas de modo a ter o ensino de qualidade para formar a sociedade com cidadãos reflexivos,  que exerceram sua cidadania não por meio do hino nacional, mas sim por atitudes coletivas que contribua para um pais digno. 
          Diante do apresentado, urge não deixar que a supremacia ariana de Hitler seja revivida no Brasil. Assim, o que faz o cidadão ser patriota é ter orgulho de ser brasileiro e de suas origens, sendo necessário que haja uma reeducação por parte dos indivíduos tendo como principais exemplos seus líderes, com atitudes inclusivas, respeitosas para todo e qualquer cidadão. Dessa forma, poderá ser feito uma nova frase baseado no “ame-o ou deixe-o” presente no período ditatorial no Brasil, que se transformaria em “ame-o e respeite” a nação brasileira.




Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...