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domingo, 6 de janeiro de 2019
O pânico tem nome: dengue
A crise da saúde no país é evidente e o número de vítimas não para de crescer. Com o avanço incontrolável do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e a zika, o pânico da população se evidencia assim como os casos de doenças e óbitos devido à dengue hemorrágica. Diante disso, é preciso tomar medidas emergenciais para reverter esse quadro caótico.
De início, vale ressaltar que o número de vítimas é alarmante. Segundo dados do Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios.
A Secretaria de Vigilância Sanitária registrou elevados índices de casos prováveis de dengue no Brasil. Em Minas Gerais, os casos da doença subiram quase 1000%. Ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, 504 municípios brasileiros registram alto índice de infestação pelo Aedes aegypti e apresentam risco de surto para doenças transmitidas pelo vetor, principalmente a dengue.
Além disso, é uma decepção ver que a federação brasileira, bem como os líderes políticos, apenas remedeiam a situação e não previnem com estratégias eficazes e abrangentes. Isso significa que, praticamente, quase todas as atitudes tomadas, especialmente em relação ao Aedes aegypti, são paliativas e ineficientes.
Desse modo, o trabalho preventivo precisa ser diário e direto a esse mosquito de poderes gigantescos de destruição da vida humana.
Diante da situação de medo do surto evidente, faz-se necessária a união de forças políticas, de todos os três poderes – em todo o território nacional – para combater esse mal com ações mais precisas e, sobretudo, profiláticas, durante o ano inteiro e não apenas nos períodos mais críticos ou quando a morte de pessoas queridas assustam. Entidades de classe, escolas e instituições religiosas precisam agir nas comunidades, conscientizando e informando os moradores da responsabilidade de cada um. Cada cidadão deve se comprometer com o bem comum e cuidar do seu próprio domicílio, afinal, “Casa comum, nossa responsabilidade”. Portanto cada um é responsável por cuidar da sua casa e do seu entorno, a fim de exterminar de vez com esse perigo de asas, causador de pânico e morte de pessoas inocentes.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Expectativas e perspectivas
Quando era pequena sonhava com uma família perfeita, morar em uma casa linda, ter um emprego excelente e viver confortavelmente sem nenhum problema de grandes proporções, que me tirassem o alicerce, isto é, minha base de vida.
No entanto, a vida real é um pouco diferente de nossos sonhos e de nossas expectativas. Isso mesmo, EXPECTATIVAS. Do latim, expectativa significa esperar, desejar, uma promessa ou uma probabilidade. Assim, esse termo significa a condição de quem espera algum acontecimento, baseando-se em probabilidades ou uma possível efetivação deste, um desejo intenso por algo próspero, como conseguir um bom emprego ou ter uma família exemplar.
Se analisarmos ao pé da letra, percebemos que a realização desse vocábulo depende muito mais do outro do que de si mesmo, ou seja, nossa felicidade ou realizações estão pautadas por meio de expectativas, já que isso depende muito mais do que eu espero dos outros e muito menos de nós mesmos. Ficamos à mercê de promessas que nem sempre são cumpridas.
Se nos sacrificamos demais para obter a felicidade esperando alcançá-la por meio do crédito alheio, ou pelo sacrifício depreendido, corremos o risco de ficarmos frustrados, uma vez que o sonho e a realização dos outros não são os nossos sonhos nem nossas realizações. Daí a necessidade de sonhar com os pés no chão e de não desejarmos a felicidade esperando que os outros façam isso por nós.
Devemos, sim, ter perspectivas. Palavra parecida com expectativa, todavia de sentido bem diferente. Enquanto esta nos leva a crer em situações hipotéticas e sonhadoras; aquela, também do Latim, significa o ato de ver, enxergar, saber, ver através, olhar para o futuro, escolher. Se prestarmos bem a atenção, veremos que esperar algo acontecer e enxergar se algo vai acontecer é bem diferente.
Desse modo, precisamos aprender a enxergar lá na frente para termos perspectivas e não expectativas em torno de algo ou de alguém. Sabendo ver a realidade, pautados na fé e no otimismo, podemos ser realistas e buscar a nossa felicidade com esperança no futuro. Assim, compreenderemos que a família perfeita, o emprego excelente e a vida perfeita não existem. O que existe é a nossa capacidade de buscarmos a felicidade com perspectivas de uma vida melhor, aceitando nossas limitações e, sobretudo, compreendendo que a perfeição não é humana, mas nós somos humanos, com qualidades e defeitos. E precisamos aceitá-los para, a cada dia, lapidar o que pode ser lapidado a fim de ganhar novos contornos, especialmente neste ano que se inicia.
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