sexta-feira, 3 de junho de 2016

Tire o S da crise




O país está em crise. O Brasil está em recessão. Essas são as frases mais pronunciadas nos últimos tempos. Que estamos passando por um período difícil é verdade, já que, nesta semana, segundo os dados divulgados pelo IBGE, são 11,4 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho e pode-se afirmar que é o pior número em 25 anos. Mas será que cruzar os braços e deixar o medo tomar conta vai contribuir para mudar esse panorama?
Não, todos sabem que entrar na onda da inércia de nada vai modificar a situação em que se encontra a nação. A crise sempre existiu desde que o mundo é mundo, ela só veste roupagens diferentes em cada época. Assim, deixar-se levar por esse fantasma só piora o quadro. Com medo, o empresário não investe, a indústria não produz, o comércio dispensa seus funcionários e o consumidor não compra. É preciso, de alguma forma, romper esse círculo vicioso.
Se o setor industrial fica inerte, se as empresas recuam, se o comércio não cria estratégias inovadoras e se os empreendedores não empreendem, cada um acelera vertiginosamente esse marasmo econômico pelo qual estamos passando. Quem paga a conta? Todos, de qualquer classe social ou segmento empresarial.
Desse modo, é preciso mudar de crise para crie. Nesse momento, o país está precisando se unir, o momento é de união de forças de todas as esferas da sociedade para acelerar a economia e proteger o emprego do pai de família, oferecer dignidade às donas de casa, encaminhar o jovem que espera uma oportunidade e, sobretudo, despertar a esperança em cada brasileiro. O medo só paralisa a criatividade, característica famosa dos brasileiros.
Portanto cabe aos governos – federal, estadual e municipal – criar estratégias urgentes para acelerar a economia e despertar a confiança dos empresários e dos investidores, estabelecer parcerias entre si que sejam viáveis para o povo e não para o partido político ”x” ou “y”. Só com união e com coragem, e é claro, com mais investimentos, o país pode superar esse momento difícil e recuperar o emprego, a dignidade e o orgulho de ser brasileiro. 
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Nem tudo é relativo





A violência parece não ter limite e não ter fim. Nos noticiários, as manchetes parecem ser fictícias devido ao tamanho da brutalidade e dos requintes de crueldade. Crianças, idosos e mulheres são mais vulneráveis e estão sujeitos a todo o tipo de abuso. O sexual é o mais recorrente, e muitas vezes é seguido de morte.
Nesta semana, uma jovem sofreu um estupro coletivo. Como se não bastasse o quanto violento e repugnante é esse ato, foi praticado por 30 homens e ainda expuseram a vítima nas redes sociais. O que se esperava era a revolta das pessoas, no entanto um número exorbitante de internautas relativizaram a situação e, como sempre, ou na maior parte dos casos, a culpa é da mulher.
Em pleno século XXI, ainda vivemos sob a cultura do estupro, em uma sociedade que tem a coragem de dizer que há mulheres que merecem ser estupradas, que “pedem” para ser violentadas. Isso é um absurdo. Não há ser humano algum que mereça sofrer assim. É inaceitável e deve ser considerado um crime hediondo não apenas no caso de quem o pratica, mas de quem incita a violência e a considera normal, banal.
Desde quando o homem perdeu a sua perplexidade diante dos fatos, agravados pelos números crescentes de casos, dado o aumento da violência no país, cada abuso, cada assassinato ou latrocínio passam a integrar os dados estatísticos e as vítimas são só mais um caso. Desse modo, deixamos de lado aquilo que nos torna humanos: a compaixão, a sensibilidade diante da dor e do sofrimento alheios.
O que quase todo mundo esquece é que para os sobreviventes de agressões e, principalmente do estupro, a dor do corpo passa, as marcas vão virar algumas cicatrizes na pele. Entretanto o que não passa é a dor da alma, as cicatrizes da mente. Os traumas ficam e se estendem por toda a vida.
Nenhum tipo de violência pode ser relativizado ou ser considerado como merecido. Violência é violência e pronto, aqui e em qualquer canto do mundo. Mulher alguma merece ser estuprada, seja ela é quem for. Se está de roupa curta, se a hora ou o escuro das vielas contribuíram, se estava bêbada ou não, isso não é desculpa, meu Deus!

É preciso acabar com essa cultura ultrapassada e irracional. Chega de machismo e de relativismo onde nunca devia existir. Nem tudo pode ser relativizado, muito menos um estupro.
Fonte da imagem: http://i.huffpost.com/gen
 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ser uma eterna criança: é possível?





“Nas mãos de uma criança, o mundo vira um conto de fadas”. Não sei quem é o autor ou autora dessa frase, só sei que ela faz o maior sentido e fico triste por que não amadurecemos, mantendo a pureza e a alegria das crianças, para transformar o nosso mundo adulto nesse conto que, na maioria, termina em finais felizes.
À medida que crescemos, deixamos a fase infantil pelo caminho e passamos à adolescência. É incrível como o humor muda radicalmente e se instala, nesse período, a instabilidade de sentimentos. Nessa fase, o adolescente passa por momentos oscilantes: ora solilóquio, ora despojado, brincalhão; ora agressivo, carinhoso e por aí vai. É um amontoado de sensações que se confundem na cabeça de qualquer um, mas, de todo o modo, a maioria deles são felizes e tudo vira festa.
Da adolescência à vida adulta, o distanciamento entre a alegria de ser criança está cada vez mais longe. Não sei por que, sendo adultos, temos de deixar para trás a alegria despretensiosa, a ingenuidade e a capacidade imagética, as brincadeiras e a esperança do mundo da infância, abrindo espaço para dúvidas, frustrações, incertezas e infelicidade.
Há uma pesquisa que afirma que a nossa felicidade, ao longo da nossa vida, é parecida com os traços dos lábios. Isso significa que, quando somos crianças, os nossos lábios estão sempre sorrindo, acentuando seus contornos num sentido ascendente; conforme amadurecemos, para não dizer que estamos envelhecendo, esses contornos vão se perdendo até ficarem retos e, muitas vezes, na velhice, a forma de nossa boca se inverte, aparentando aborrecimento ou tristeza.
O corpo dá sinais, a cada dia, que o semblante da criança que fomos fica esquecido, só lembrado em fotos. Tudo envelhece e isso é inevitável, se não se quer morrer jovem, o jeito é se conformar. Assim, se até o nosso corpo mostra que, aos poucos, deixamos de ser crianças, o que se pode fazer para conservarmos pelo menos um resquício da época de meninice?
Não existe fórmula, não existe livro que ajude, nem técnicas que ensinem, nem regras eficientes que auxiliem a manutenção da nossa felicidade e as características de um pupilo. Há cremes de rejuvenescimento, plásticas que atenuam as marcas do tempo, mas nada disso rejuvenesce uma alma envelhecida e amarga.
O que podemos fazer é buscar a felicidade e a alegria de viver dentro de cada um de nós, lembrando que a vida, apesar de todas as árduas travessias pelas quais não há atalho, é única, é efêmera e é para ser vivida e reinventada como nos contos de fadas. Se não houver final feliz, pelo menos houve um início e um meio, e isso já é muito bom.
Além disso, devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos oferece para voltarmos a ser crianças: brincando com os filhos, sobrinhos e com todas as crianças que estiverem ao nosso redor; lançar mão de momentos com a família, conversar, divertir com coisas banais e corriqueiras; ouvir música, dançar, brincar, correr, enfim, aproveitar cada momento, mesmo que rapidinho, para relembrar como é bom ser feliz e puro como as crianças.
Fonte da imagem: http://www.mensagens10.com.br/wp-content/uploads/2016/04


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Escolher: o certo ou o prazeroso?


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          Emmanuel Kant, em uma de suas frases famosas, afirmou que o homem pode fazer tudo, no entanto nem tudo deve ou precisa ser feito. Assim, na vida, temos uma infinidade de coisas que queremos fazer e muitos desejos para realizar. Mas atender a nossa vontade nem sempre é uma boa opção.
          Um kantiano é aquele que decide realizar o que deve ser feito e não o que se quer fazer de fato. Há inúmeras situações que servem para exemplificar tal máxima. Um jovem universitário trabalhou o dia inteiro e, à noite, muito cansado, pretende faltar à aula, além disso, terá uma festa imperdível. Mas ele pensa no futuro e lembra que a aula será importante e, no final, resolve ir à faculdade, mesmo com tantas tentações cotidianas. Este é um verdadeiro kantiano.
         Por outro lado, vivemos em uma época em que escolher o caminho certo parece ser démodé, ou seja, está fora de moda. A onda, agora, é fazer o que se tem vontade sem compromisso consigo, com o outro e com o futuro. Atender aos interesses pessoais e falar o que quer sem pensar nas consequências têm sido motivo de aplausos. 
         O filósofo Nietzsche afirmou que o prazer imediato não nos leva às realizações duradouras e que o sofrimento pode nos tornar mais fortes e capazes de enfrentar situações difíceis para, no futuro, alcançar o prazer que pode ser o sucesso no trabalho ou a sonhada formatura. Participar de uma aula pode ser um sofrimento na hora, mas trará conhecimento que valerá para a vida toda. Desse modo, as escolhas de agora podem determinar o sucesso ou o fracasso. Quanto àquele que decidiu estudar, trabalhar, lutar e vencer merece colher os frutos, já que tomar o caminho do esforço nunca sai de moda. 

Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...