sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Onde anda a ética?



Há muito tempo, Manuel Bandeira escreveu “onde anda a onda?” Hoje, talvez, ele escreveria: “onde anda a ética? A ética?”. Em diversos cenários, é possível constatar a ausência de ética, seja no trabalho, na rua, nas brincadeiras e, sobretudo, na política. Tal ausência de valores tem provocado uma crise de tamanho imensurável. O que devemos fazer?
O país vive, incrédulo, a uma crise econômica e política nunca vista antes. No entanto muitos cidadãos, talvez, ainda não tenham total consciência de que tal situação foi provocada, não somente por este motivo, pela falta de ética, falta de respeito e de honra. A ausência disso tudo para quem comanda, para quem governa, para quem deve ser exemplo, para quem deve cuidar do povo só agrava o modo de vida das pessoas em sua dimensão biológica, sociológica, psicológica e espiritual.
Sabe-se que uma federação não se constitui sem política. Precisamos de tomadas de decisões, de grupos organizados, ou melhor, precisamos de políticos verdadeiros, sábios e altruístas, que voltem sua governabilidade para o seu país, estado ou município. No entanto, o que vemos é um grave rompimento com a ética e com o pudor, isso mesmo, com a vergonha. A falta de compromisso com a palavra, a falta de compromisso com o eleitor e com o povo é tão absurda, é tão abusiva que parece ser ilusão o que estamos vendo. A corrupção passou a ser uma ação tão rotineira que se tornou uma banalidade total.
Além disso, a ausência de práticas politicamente corretas abrange todos os cargos políticos, ou seja, é de “mamando a caducando”. Será por força da imitação? Nelson Mandela disse que o homem é imitador por natureza, portanto, se temos tantos políticos corruptos, autoridades lenientes, adultos omissos e profissionais negligentes de inúmeras áreas, a quem as crianças e os adolescentes vão imitar futuramente? Em quem vão se espelhar? Precisamos de ídolos. Precisamos de ética.
Certamente não se pode perder a esperança de que entre uma legião inteira de egoístas, egocêntricos que beiram à psicopatia não haja pessoas honestas e de bem. Não se pode perder a esperança no homem e em suas ações. Assim, é preciso que todos os cidadãos adotem uma postura ética diante de si e do outro. Cabe às instituições (escola, universidades, igreja, entidades de classe) e à sociedade, de modo geral, se organizarem e se unirem para cobrar, também de forma ética e respeitosa, das autoridades, daqueles que detêm o poder, exigirem ações voltadas para o bem comum, para o bem do povo. Os brasileiros podem até ser passivos, mas não são otários.








sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Artigo de opinião - A busca pelo corpo perfeito



Pernas fortes e bem torneadas, cintura fina, corpo turbinado e sem nenhum vestígio de sinais do tempo: este é o modelo de corpo perfeito, sonhado e procurado por muitos. Mulheres e homens têm investido em diversos modos para alcançar a forma física desejada. Assim lançam mão de produtos industrializados, remédios, academias e cirurgias plásticas. No entanto, inúmeros indivíduos desejam o retorno rápido e recorrem a intervenções inseguras, colocando em risco a própria vida. Então, vale tudo para ter o corpo perfeito?
A busca da perfeição é muito antiga. Na Antiguidade, o ideal de beleza era a deusa Afrodite e que, mais tarde, foi imortalizada na pintura de Sandro Botticelli, em 1485. Também na Grécia antiga, a busca pela perfeição e a beleza física era altamente valorizada, juntamente com um intelecto desenvolvido. Em Esparta, os espartanos buscavam o corpo atlético e forte também para fins militares.
Em toda a história, percebe-se que o padrão de beleza é moldado conforme a região e a época. O bonito em um país pode ser feio em outras culturas. Para os árabes, por exemplo, mulher bonita é aquela mais “cheinha”. Já, no Ocidente, o padrão de beleza não é único, mas há dois que devem ser ressaltados. De um lado têm-se os modelos da moda, expressos por uma magreza que beira à anorexia; por outro se têm as mulheres latino-americanas, especialmente as brasileiras, com curvas mais acentuadas.
Cabe ressaltar que a busca excessiva pela beleza tem elevado o número de cirurgias plásticas em quase todo o mundo, a mais procurada é a lipoaspiração. O Brasil ocupa o 2º lugar em cirurgias e em número de academias de ginástica, perdendo apenas para os Estados Unidos. Nos últimos quatro anos, de acordo com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, as cirurgias estéticas em adolescentes aumentaram em 141%. Segundo a Fecomercio, de São Paulo, os gastos anuais com cabeleireiros, manicure e pedicure somam R$ 20,3 bilhões, montante 18% maior do que o gasto com a educação. E o valor dispendido com academias e cirurgias é de se perder de vista.
O problema não é a busca pela beleza, mas os meios que se usam para alcançá-la. Como há procedimentos estéticos com preços exorbitantes, muitos jovens recorrem a métodos e a profissionais duvidosos. Para ilustrar, pode-se citar o caso de Andressa Urach que quase perdeu a vida ao aplicar hidrogel em seu corpo. Não teve a mesma sorte um rapaz de 18 anos, de São Paulo, que morreu após aplicar a mesma substância em seu pênis, e um outro teve o membro amputado. É triste constatar que ao menos uma pessoa morre por mês em cirurgias plásticas no Brasil.
Honoré de Balzac disse: “deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir”. O que ele quer dizer é que se deve buscar, sim, o corpo perfeito, mas deve ser lado a lado com a intelectualidade, com a saúde e com a espiritualidade. Caso contrário, o que vale ter um corpo exuberante com a mente vazia e sem ter saúde para usufruí-lo? Portanto o que se deve fazer é bem simples: ter senso, cultivar hábitos alimentares saudáveis, ter uma rotina de exercícios adequada e praticar esportes. Caso necessite, procure especialistas e profissionais que realmente entendam do assunto e, sempre que puder, exercitar os músculos do cérebro. Um bom livro ajuda e muito.

 





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ARTIGO DE OPINIÃO: E o presente? Está na hora?


 



Com a aproximação de datas celebrativas como o Dia das Crianças e o Natal, o comércio se prepara e os pais também, embora não haja expectativas de que as vendas sejam boas para este ano. Mas o que está em discussão é a questão do presente, isto é, o que se quer ganhar.
Houve um tempo em que dar ou ganhar presentes era considerado um ato especial. Praticamente, usava-se presentear apenas em datas especiais como aniversário ou natal. As crianças esperavam ansiosas pelo presente, que era de acordo com as possibilidades de compra de cada família.
No entanto, o que se vê hoje é que o presente transformou-se em um objeto trivial, rotineiro, banal e sem valor emotivo. Movidos pelo consumismo exacerbado, promovido pelo modelo capitalista e aliado à forte influência da mídia, muitos pupilos não sabem ou não querem saber das condições financeiras reais da família e exigem seus presentes em qualquer época do ano, merecendo ou não. Assim, passam a exigir não apenas brinquedos, mas produtos inapropriados para a idade, além de celulares e outros tecnológicos caríssimos.
Do mesmo lado, há pais que, por diversas razões, uma dessas é muito preocupante, que é presentear o filho na tentativa de suprir a ausência ou a falta de carinho e atenção, cedem aos caprichos e aos pedidos, dando presentes sem ao menos ter qualquer motivo. Tal fenômeno banaliza o ato de presentear e pode, muitas vezes, desencadear outros empecilhos na educação da criança, como a valorização do Ter e não do Ser; e a criação de futuros consumistas compulsivos.
Sabe-se que são muito tentadores os apelos da atual sociedade. Pensar que o filho pode ser excluído de um grupo social por não ter um celular novo ou não ter aquilo que está na moda pode ser cruel para muitos pais que, nos anos 70 e 80, por exemplo, passaram por situações econômicas bem precárias. Mas não justifica criar reis e rainhas que tudo querem e tudo pensam que podem. É preciso dosar. Presentear a criança ou o adolescente porque tirou nota boa na escola não é de todo ruim, mas transformar isso numa rotina é péssimo para eles, o que dificulta a possibilidade de se tornarem adultos responsáveis e seguros.
Diante de tantos apelos da mídia, da correria do dia a dia dos pais e do modelo capitalista atual, é preciso que haja mais diálogo em casa, mais tempo com os filhos e mais limite para que eles saibam o que podem ou não podem e, principalmente, se precisam ou não de um produto. É claro, dar e receber presente é bom demais, entretanto se faz necessário reconhecer se, de fato, há necessidade ou não de dar presentes. Assim, os pais estão criando futuros cidadãos conscientes e responsáveis, prontos para receberem os nãos da vida, para que saibam lidar com as rejeições e, sobretudo, valorizar o presente.





quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Artigo de opinião – Mobilidade no trânsito: será possível?


É amplamente visível que as cidades cresceram e de forma descontrolada e sem planejamento. Esse crescimento trouxe impactos positivos para o desenvolvimento econômico. No entanto diversos empecilhos vieram juntos: desertificação das áreas urbanas, aumento da insegurança e um trânsito confuso e caótico. Assim, a imobilidade urbana em grandes e pequenas cidades tem trazido estresse a quem precisa usar as áreas centrais. Diante disso, é possível reverter esse quadro e garantir o direito de ir e vir sem sofrer tanto?
Uma das razões que favoreceu a mudança no trânsito foi o aumento da frota no país. Estima-se que houve um aumento de 400% de veículos nas ruas nos últimos anos. Tal fenômeno se deu com a abertura de mercado e de crédito e a ascensão da Classe C. Além disso, as cidades não se prepararam para receber tantos veículos, já que não houve investimento em infraestrutura e não há vestígios de mudança no projeto arquitetônico dos municípios. Outro fator preponderante é a omissão dos poderes públicos em tomar atitudes para modificar tal situação, a fim de garantir os direitos dos cidadãos e a segurança. Vive-se, hoje, uma guerra travada entre motoristas e pedestres e, nessa batalha, todos saem perdendo. Cabe ressaltar que, no Brasil, não há cidade idealizada para o pedestre, muito menos para ciclistas.
A conscientização de que o pedestre é mais importante que os veículos é necessária e urgente, bem como a educação no trânsito. A intolerância, a falta de educação e respeito e a própria correria do cotidiano fomentam as brigas diárias. Basta observar, por poucos instantes, para flagrar cenas de infrações. Falta civilidade. Boa parte dos motoristas não respeitam a sinalização nem a faixa para pedestre, aceleram mais que o permitido, não acionam a seta e estacionam em lugares proibidos.
Em novembro de 2015, a cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas), formada por 193 países, estará reunida em Brasília para a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Estes países iniciaram a discussão em setembro sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015, em Nova York, e se comprometeram a proporcionar transporte seguro, sustentável e a preço acessível para todos até 2030, principalmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos. É o primeiro passo e que precisa ser seguido.
A mudança na realidade das pequenas e grandes cidades do Brasil deve e precisa ocorrer, sendo possível modificar o atual quadro caótico de mobilidade urbana. Cabe aos poderes públicos – Legislativo, Executivo, Judiciário – ações efetivas para melhorar o trânsito. A sociedade, por sua vez, deve ser mais educada, tolerante e civilizada para aliviar a situação e modificar a sua cultura, para implantar atitudes mais humanizadas e menos selvagens. Um pouco de civilidade cabe em qualquer lugar e faz bem para todo o mundo.



 



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Artigo de Opinião: O meio ambiente que queremos


Calor insuportável, sol escaldante e tempo seco em algumas regiões; em outras, porém, chuvas de granizo, frio e ventos fortes. Derretimento das geleiras, aquecimento global, desmatamento descontrolado e poluição do ar e dos rios são alguns exemplos da loucura em que se encontra o Planeta. Mudanças climáticas e catástrofes ambientais têm acontecido com bastante frequência e estão na pauta de discussão da Assembleia Geral da ONU, que acontece neste mês de setembro, nos Estados Unidos. A reunião vai debater e propor ações sobre as metas do milênio, conhecidas como os Objetivos Globais, e o Meio Ambiente é um deles.
Pode-se afirmar que, a partir da Revolução Industrial, no século XIX, o mundo nunca mais foi o mesmo. O crescimento das indústrias, o desenvolvimento econômico e o crescente consumismo têm, gradativamente, afetado a natureza. Aliado a isso, tem-se o aumento populacional e, como consequência, há a necessidade de lançar mão de mais espaços a serem ocupados e mais alimentos a serem produzidos para matar a fome de mais de 7 bilhões de pessoas no mundo.
Ações humanas irresponsáveis contribuem diretamente com a destruição ambiental e de áreas verdes, que ainda persistem nos centros urbanos que têm, progressivamente, passado pelo processo de desertificação. A frase “a minha parte não faz diferença” está fora de moda para a atual conjuntura. A indústria, de modo direto ou indireto, não descarta seu lixo adequadamente, causa poluição do ar e dos rios. Ainda há outro setor que precisa ser analisado e que necessita de ações urgentes que é a agropecuária. Esta gasta 70% de toda a água usada no país, sem contar o desmatamento descontrolado para plantações e criação de gado.
O Papa Francisco, em sua encíclica e em seu discurso proferido nos Estados Unidos, demonstrou sua preocupação com o meio ambiente e foi contundente ao exigir dos chefes das nações medidas céleres em prol da sustentabilidade. Stephen Hawking afirmou que é preciso que todos saibam quais são os Objetivos Globais para que cada um possa cobrar dos seus governantes o que for necessário para se ter um mundo melhor para todos.
Desse modo, cabe aos chefes das nações alocarem recursos para a preservação ambiental e, sobretudo, fiscalizar o que for preciso para romper esse círculo vicioso da degradação. As indústrias devem se adaptar e implantar instrumentos para diminuir a emissão de gases poluentes. Cabe, também, a cada ser humano adotar atitudes sustentáveis onde quer que esteja: em casa, no trabalho, na escola ou na rua. Não dá mais para tampar o sol com a peneira.
  

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Crônica - Mais um tempo de vida



Outro dia, lendo um texto de Gabriel Garcia Márquez, Esperança, senti uma necessidade imensa de refletir sobre a vida e, principalmente, sobre o que nos resta de tempo para viver. Então vi que se eu tivesse mais um bom pedaço de vida iria fazer muitas coisas de forma bem diferente de como tenho feito nos últimos anos.
Talvez eu trabalhasse um pouco menos, assim teria mais tempo livre para curtir minha família, meus filhos, meus amigos. Se tivesse dedicado mais tempo para isso, teria apreciado cada detalhe na vida deles e teria visto, de pertinho, os filhos crescerem, se modificarem, tornando-se adolescentes, adultos. Veria as alegrias e as armadilhas que a vida pregara a cada um deles e que eu, infelizmente, nem percebi, nem vi o que estava acontecendo enquanto eu... eu trabalhava, ajuntando dinheiro, estresse e um álbum de recordações de páginas em branco, limpo, liso.
Se eu tivesse mais um breve tempo de vida, me dedicaria a cuidar da minha saúde. Assim não a teria quase perdido de vista. Quando percebi, estava cansada demais, doente demais e, praticamente sem voz, de tanto gastá-la, enquanto eu deveria ter falado menos e ter ouvido mais o meu próximo. Só senti falta da saúde quando me senti debilitada e impossibilitada de trabalhar. O corpo reagiu contrariando o meu querer. Eu queria trabalhar, mas o corpo, este amontoado de ossos, artérias e sangue, não me obedeceu e deu um grito de ajuda, quase tardio. E é assim que acontece com boa parte das pessoas que acham que têm de carregar o mundo. Muitos são vão dar valor quando perdem, outros, porém, não terão essa oportunidade.
Se por acaso Deus me desse esse presente maravilhoso de poder viver mais, certamente, seria mais agradecida, mais generosa, pois a vida tem sido misericordiosa comigo em todos esses anos. Então reclamaria menos. Quantas pessoas passam por situações tão difíceis na vida e não reclamam de nada, ainda se sentem privilegiadas de poderem carregar a cruz do seu dia a dia. Quantas vezes reclamamos pela falta de conforto, pela falta de dinheiro, pela falta de bens materiais, pela falta de carinho, pela falta de reconhecimento profissional e pelas tantas faltas, inumeráveis que julgamos ter. Quantas vezes não nos damos conta de que há pessoas que não têm quase nada, muito, muito menos que nós, e passam a vida dando graças. E o pior é que temos muito, mas queremos mais, nunca nos sentimos satisfeitos e contemplados pela graça de Deus.
Se eu tivesse mais um tempo de vida, eu seria diferente, seria mais humana, ficaria mais perplexa diante de fatos que não podemos aceitar, deixaria de ser conivente com tantas atitudes egoístas do ser humano. Seria mais amorosa com meus filhos e com todos ao meu redor, entenderia mais o problema do outro, não achando que os meus problemas são maiores do que de todo o mundo. Isso é o que costumamos fazer quando nos esquecemos de que não somos exclusivos, mas que devemos dar exclusividade ao outro.
Assim, se eu tivesse mais um tempinho de vida, diria aos meus filhos que os amo muito e que eles são preciosos para mim, diria aos meus alunos que são importantes para meu crescimento e para minha aprendizagem, diria ao meu marido que ele é carinhoso à medida que ele pode ser, não na medida que eu desejaria que fosse.
Diria a todos que aproveitem a vida e não esperem que as doenças do corpo e da alma se apoderem de si para se dar valor à saúde, à vida e aos momentos mais simples do cotidiano; viveria mais intensamente, levando uma vida mais simples, sentindo a presença do Criador a cada vez que inspiro esse ar, tão certo, tão necessário. Se eu tivesse mais um tempo de vida, abraçaria mais, sorriria mais, trabalharia apenas o suficiente para ter uma vida digna, diria mais vezes “eu amo você”.
Por isso, agora, termino esta crônica para pôr todos os verbos aqui usados neste texto no presente do modo indicativo e começo a fazer isso agora, desde já, para dar um beijo gostoso nos meus filhos que acabam de chegar.


Por: Rosana Cristina Ferreira Silva
Pai abraçando o filho



Resultado e Premiação do 2º Concurso de Poesia da Alarc - 2024

RESULTADO DO 2º CONCURSO DE POESIA DA ALARC – 2024 OBSERVAÇÃO: OS NOMES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA E NÃO DE CLASSIFICAÇÃO. PREMIAÇÃO LOCAL:...